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Leila Moura

terça-feira, 24 de maio de 2011

ATENDIMENTO PEDAGÓGICO AO ALUNO COM BAIXA VISÃO

ATENDIMENTO PEDAGÓGICO AO ALUNO COM BAIXA VISÃO

O trabalho com alunos com baixa visão baseia-se no princípio de

 estimular a utilização plena do potencial de visão e dos sentidos

remanecentes, bem como na superação de dificuldades e conflitos

emocionais (MEC- Saiba mais... clique nos links à direita).



a pedidos trouxe algumas sugestões para pais, professores e
outras pessoas que convivem com a criança de baixa visão na
 idade escolar:
- Ensine a criança e o jovem sobre sua deficiência e sobre o que eles

 podem ver ou não poder ver bem (muitas crianças não têm
consciência disso).
- Os alunos com baixa visão deverão trabalhar olhando para os

objetos e para as pessoas (algumas crianças apresentam
comportamento de cegos, olham para o vazio. Peça para que “olhe”
 o objeto ou pessoa em questão)
.- Ajude-o a desenvolver comportamentos e habilidades para
participar de brincadeiras e recreações junto com os colegas,
facilitando o processo de socialização e inclusão.
- Oriente o uso de contraste claro e escuro entre os objetos e

seu fundo.
- Estimule o aluno a olhar para aspectos como cor, forma e

encoraje-o a tocar nos objetos enquanto olha.
- Lembre-se que o uso prolongado da baixa visão pode causar

 fadiga.
- Seja realista nas expectativas do desempenho visual do

estudante, encorajando-o sempre ao progresso.
- Encoraje a coordenação de movimentos com a visão,

principalmente das mãos.
- Oriente o estudante a procurar recursos como o computador

pois, ele se cansará menos e aumentará sua independência.·
Pense nos estudantes com baixa visão como pessoas que
vêem.
- Use as palavras “olhe” e “veja” livremente.
- Esteja ciente da diferença entre nunca ter tido boa visão e

tê-la perdido após algum tempo.
- Compreenda que o sentido da visão funciona melhor em conjunto

 com os outros sentidos.
- Aprenda a ignorar os comentários negativos sobre as pessoas

com baixa visão.· Dê-lhe tempo para olhar os livros e revistas,
chamando a atenção para os objetos familiares. Peça-lhes para
escrever o que vê.
- Torne o “olhar” e “ver” uma situação agradável, sem pressionar.
OBS: Deve-se evitar fazer tudo pela criança com baixa visão

 para que ela não se canse ou se machuque. Ela deve ser
responsável pelas próprias ações.
NÃO ÓPTICOS PARA BAIXA VISÃO
Os recursos não ópticos são aqueles que melhoram a função

 visual sem o auxílio de lentes ou promovem a melhoria das
condições ambientais ou posturais para a realização das tarefas
(podem ser efetuados pelo professor).
 (K.José et al). Os meios para que se consiga esta melhora
 são:
- Trazer o objeto mais próximo do olho, o que aumenta o

 tamanho da imagem percebida (ou seja, deixe a criança
aproximar o objeto do rosto ou aproximar-se para observar algo,
 como por exemplo, a lousa ou a TV);
- Aumentar o tamanho do objeto para que ele seja percebido.
CARACTERÍSTICAS DE MATERIAL IMPRESSO PARA BAIXA

VISÃO
- Desenhos sem muitos detalhes (muitos detalhes confundem);
- Uso de maiúsculas;
- Usar o tipo (letra) Arial;
- Tamanho de letra em torno de 20 a 24 (ou seja, ampliada);
- Usar entrelinhas e espaços;
- Cor do papel e tinta (contraste).
FORMAS DE AMPLIAÇÃO
- Fotocopiadora;
- Computador;
- Ampliação à mão: é a mais utilizada e deve seguir requisitos como

 tamanho, espaços regulares, contraste, clareza e uniformidade dos
caracteres.
MATERIAIS
- Lápis 6B e/ou caneta hidrográfica preta;
- Cadernos com pautas ampliadas ou reforçadas;
- Suporte para livros;
- Guia para leitura;
- Luminária com braços ajustáveis.
MAIS SUGESTÕES
Nos CAPES pode ser encontrado o caderno com pauta ampliada

(mais larga) para alunos com baixa visão; mas também pode ser
confeccionado utilizando o próprio caderno do aluno riscando
 com uma caneta hidrocor preta uma linha sim, outra não. Como
 normalmente os cadernos encontrados hoje em dia as linhas são
 claras, não haverá problema pois, normalmente o aluno não
consegue enxergar as linhas mais clara somente as mais escuras
 e ele poderá escrever no espaço entre elas (no caso utilizando
 2 linhas).


Para alguns alunos é necessário um espaço maior entre
 as linhas; como não encontramos este tipo de caderno no
 mercado pode-se utilizar caderno de desenho ou encadernar
 um maço de sulfite, colocando capas (frente/verso) e em seguida
 traçar as linhas mais espaçadas, como no exemplo abaixo 5 cm,
 folha por folha (com lápis 6B) de acordo com a necessidade do
 aluno. As mães costumam colaborar quando orientadas nest
e sentido.

Caso o aluno apresente além da baixa visão, uma
dificuldade motora, pode-se utilizar de letras móveis e
 letras recortadas em papel para que o aluno cole-as no
 caderno, formando palavras, ao invés de escrever.


Para evitar o cansaço de estar constantemente com
 o rosto sobre o caderno, pode-se utilizar um suporte
para leitura encontrado em casas que trabalham com
artigos para deficientes visuais. Pode ainda ser confeccionado
 ou ser utilizados livros, como suporte, embaixo do
 carderno para que este possa ficar mais elevado.


O professor pode ainda confeccionar esta grade para
 facilitar a escrita do aluno com baixa visão. Pode ser
 utilizado uma lâmina de radiografia, como na foto, do tamanho
 da folha do caderno e com a mesma medida das linhas ou
 ainda em papel cartão com cores que contrastem com o fundo
 branco da folha do caderno. Para a leitura pode ser confeccionado
 no mesmo modelo, uma guia para leitura utilizando-se somente
uma linha vazada e à medida que o aluno vai lendo a guia vai
 sendo deslocada para a linha de baixo, o que evita que ele se
 perca durante a leitura.

O professor também pode se utilizar dos encartes
 que contém figuras grandes para trabalhar com o
 aluno com baixa visão para reconhecimento dos produtos
 e palavras conhecidas bem como com rótulos de embalagens
 que são utilizados em seu dia-a-dia. A medida que ele vai
 aprendendo a ver começará a identificar figuras cada vez
 menores.

O aluno pode recortar o produto que identificou
 visualmente e nomeá-lo.
Posteriormente pode colocar as figuras em ordem
alfabética criando um livrinho.

Pode-se ainda trabalhar com jogos pedagógicos.

OBS: O professor deverá identificar o tamanho de
letra que a criança consegue enxergar para realizar as
 atividades, caso contrário não se sentirá motivado a realizar
 as tarefas. O professor deve estar atento pois este pode ser
 um dos motivos pela falta de interesse e indisciplina do aluno.
 Retirado do blog Deficiência visual e educação


Orgulho de ser educadora!

Em meios a tantas polêmicas sobre a valorização de profissionais na educação, recebemos a visita em nossa sala de recursos de um ex-aluno de EJA, sr. Irineu Honorato, que nos contava que está cursando o último ano no curso de direito. Este fato nos encanta e nos dá energia para acreditar que é este o caminho para enfrentar as adversidades. Somos mais que alguns fatos isolados negativos, fazemos parte da construção efetiva dos que sonham com um mundo melhor para si e para os seus. Somos semeadores de vida, de futuro. E não tem nenhuma pessoa realizada profissionalmente, que não tenha passado por nós professores. Tenho orgulho de ser uma educadora.

Tecnologias assistivas

Tecnologias e recursos materiais que podem ser utilizados 
Quando falamos em tecnologias e recursos que auxiliam a criança ou adolescente com deficiência na sala de aula, devemos lembrar que eles não são recursos que magicamente farão o aluno superar suas dificuldades. Qualquer que seja o auxílio pensado, sempre passa pela percepção que o professor tem sobre as dificuldades e possibilidades de seu aluno. O auxílio só faz sentido a partir desta relação. Por isso, dizemos que não há regras, existem sugestões para ajudar o professor a pensar em possibilidades, mas isto sempre será posterior a este primeiro contato e conhecimento prévio do professor em relação a criança ou adolescente. 
Os alunos com deficiências geralmente usam os mesmos recursos materiais que os demais alunos. Existem, no entanto, adaptações que podem ser necessárias para facilitar a realização de atividades para quem possui alguma limitação motora, sensorial ou cognitiva. Esses recursos são chamados de “ajudas técnicas” ou “tecnologias assistivas”. 
Infelizmente, esses recursos são caros para a maioria das pessoas com deficiência. É aí que entra a criatividade da professora que engrossa o lápis com fita adesiva para que o aluno possa segurá-lo melhor e, sem saber, também está fazendo tecnologia assistiva, por exemplo. 

Lembre-se que: • as adaptações devem auxiliar o aluno e o professor; 
• a necessidade de cada aluno com deficiência é única ; portanto, a família e ele mesmo devem participar da criação e da escolha dos recursos que podem ajudá-lo; 
• o recurso deve sempre ser reavaliado pelo aluno e pelo professor, para ter certeza de que está realmente sendo útil e como pode ser aprimorado ou substituído; 
• as adaptações também podem servir para facilitar o uso do banheiro, da cozinha ou do refeitório, do pátio, das quadras, dos parques, dos auditórios, das salas de aula e de informática, ou seja, todos os ambientes escolares freqüentados pelos alunos podem necessitar de adaptações. 
Muitas vezes, nós, professores — depois de algumas tentativas frustradas com o aluno com deficiência — acabamos concluindo, erroneamente, que a criança não tem condições de aprender. 
Nesses momentos, é bom lembrar que cada caso é um caso. Confie na sua criativi­dade, no seu bom senso e, principalmente, na opinião do aluno. Se não conseguir resolver a dificuldade, talvez seja interessante buscar a opinião de profissionais da área de reabilitação ou especializados em educação de crianças com deficiência. Pessoas com formações diversas podem abordar a dificuldade sob perspectivas diferentes, o que pode ser útil em situações mais complexas. 
Ao observar um aluno, não olhe apenas as dificuldades. É importante verificar as habilidades e as formas que ele usa para vencer desafios. Se achar que vale à pena mudar ou incrementar essas estratégias, converse com o aluno e, acima de tudo, respeite a opinião dele 

Como saber qual é o recurso que seu aluno precisa? 

Aqui vão algumas sugestões, baseadas na experiência de outros professores: • Observe o aluno durante as aulas, o intervalo, a hora da entrada e saída e demais atividades escolares. Preste atenção nas dificuldades e soluções que ele adota para lidar com suas limitações; 
• Converse com o aluno e pergunte se ele acha que precisa de outros recursos; 
• Avalie e defina com o aluno quais as atividades que podem ser facilitadas com uso de materiais pedagógicos adaptados ou tecnologias assistivas para as atividades da vida diária; 
• Converse com o aluno, sua família e colegas de sala para encontrar soluções. Converse com outros profissionais que também trabalham com o aluno; 
• Pesquise produtos disponíveis no mercado, materiais e objetos baratos que podem ajudar a desenvolver habilidades. Pense nas formas de construir este objeto; 
• Considere todas as opiniões, especialmente, as do aluno, e faça a escolha, considerando os recursos financeiros. Desenhe as propostas ou faça um modelo, se for possível; 
• Faça parcerias com a comunidade: faculdades, escolas SENAI, marcenarias, oficinas de costuras, metalúrgicas, que podem ajudar a desenvolver e construir o equipamento; 
• Em conjunto com o aluno, escolha o melhor processo de confecção do equipamento; 
• Incorpore o recurso às atividades escolares, observe e pergunte ao aluno sobre como se sente; 
• Verifique se o objeto cumpriu plenamente sua finalidade e se as condições do aluno mudam com o tempo, ou se é necessária alguma mudança. 

É importante relembrar que as tecnologias assistivas vão desde uma fita crepe colocada nos cantos do papel para que a folha não escorregue com os movimentos involuntários de um aluno com deficiência motora, a criação de um jogo da memória com desenhos feitos em relevo (com cola plástica, dentre outras alternativas) até um software adaptado para que os cegos possam ter acesso ao computador. Portanto, não se assuste professor! Uma boa dose de criatividade fará com que você encontre soluções simples para facilitar o aprendizado de seus alunos. 
Caso não disponha de nenhum recurso material, você pode pedir para que um outro aluno segure a folha para que a pessoa com deficiência motora possa fazer sua atividade. O importante é que, mesmo sem recursos, você encontre soluções para que seu aluno possa acompanhar as atividades da sala de aula. O que conta verdadeiramente é a sensibilidade do professor em relação ao aluno e a disponibilidade para encontrar soluções que o ajudem. 

Equipamentos que todos podem aprender a usar 

Recursos para Deficientes visuais: 
• Reglete (tipo de régua para se escrever em braile) - O papel fica preso entre essa régua e um pedaço de madeira. Com a punção (um pino com ponta de metal afiada) faz os buraquinhos que formarão as palavras em alto relevo do lado do avesso. A escrita é feita da direita para a esquerda e a leitura da esquerda para a direita; 
• Punção é o lápis - ou a caneta da pessoa cega; 
• Máquina braile - é a máquina de escrever usada pelas pessoas cegas. Possui nove teclas. Para digitar, basta fazer as combinações de pontos em relevo, pressionando as teclas; 
• Mapa tátil para ensinar geografia e informar sobre a localização de lugares para pessoas cegas. Pode ser feito recobrindo-se os mapas comuns com materiais com texturas diferentes ou com areia, argila, massinha etc.; 
• Lupas, lentes de aumento e réguas de leitura. 
• Soroban - é um instrumento de cálculo de origem oriental, formado por continhas de madeira ou de plástico enfiadas em arames. Ele é vantajoso como material de apoio ao ensino da matemática por ser um recurso tátil, de fácil manejo e de custo reduzido. Com ele o estudante aprende concretamente os fundamentos da matemática, as ordens decimais e seus respectivos valores, as quatro operações e mesmo cálculos mais complexo. 

Recursos para os Surdos 
Os surdos baseiam-se também nas pistas visuais. 
A utilização de recursos visuais adequados facilita a compreensão do que está sendo ensinado. Alguns desses recursos são: objetos, filmes, fitas de vídeo, fotos, gravuras de livros e revistas e desenhos etc A escrita e ainda o uso da língua de sinais, da mímica, da dramatização, de expressões faciais e corporais de gestos naturais e espontâneos ajudam a dar significado ao que está sendo estudado. 

A criança surda e a comunicação 
• Alguns pais preferem que seus filhos aprendam a falar, outros preferem que aprendam a Língua Brasileira de Sinais, chamada também de Libras. Há os que querem que seus filhos aprendam ambas as línguas; 
• Não devemos esquecer que a própria criança ou adolescente tem o direito de escolher qual o tipo de comunicação que prefere utilizar. Alguns sentem-se mais à vontade para se expressarem através da língua de sinais, e outros através da língua portuguesa. Isto deve ser respeitado; 
• Para que possa expressar seus desejos e suas necessidades, a criança surda deve aprender algum tipo de linguagem; 
• A escola precisa preparar a criança surda para a vida em sociedade, oferecendo-lhe condições para aprender um código de comunicação que permita sua participação na sociedade; 
• Jogos, desenhos, dramatizações, brincadeiras de faz-de-conta, histórias infantis ajudam a aquisição da linguagem e a aprendizagem de conceitos e regras de um código de comunicação. 

Recursos para deficiência motora 
A crianças com deficiência motora têm dificuldade para segurar o lápis e coordenar os movimentos podem ter maior independência com a utilização de algumas adaptações nos materiais escolares. 

Experimente: 
• Os lápis podem ter seu diâmetro engrossado por várias camadas de fita crepe, argila, espuma, massa do tipo epóxi ou outro material; 
• Evitar o uso de cadernos que são difíceis de fixar na mesa; prefira a folha solta de tamanho A4 ou papel manilha (papel de embrulho); 
• Prender o papel nos quatro can­tos com fita crepe larga e que suporte os movimentos de traça­do da criança; 
• Atividades preparadas pelo professor com traçado grosso feito com pincel atômico em tamanho grande para melhor visualização, per­cepção e entendimento da criança; 
• Traçados de desenhos, letras, números feitos na cor preta em papel branco; 
• Prancha elevatória para aproximar a folha, caderno, livro, etc e melhorar visualização e manipulação do aluno; 
• Para a criança na fase de construção da escrita, faça linhas com pincel atômico e espaço entre linhas de acordo com o tamanho da letra do aluno. O espaço entre as linhas pode ser diminuído gradativamente; 
• Para a criança com dificuldade de percepção espacial (não consegue encontrar determinada letra no meio de outras, perdendo-se e frustando-se), experimente isso: numa tira de cartolina ou papel cartão nas cores branca ou preta, faça um buraco retangular de tamanho suficiente para destacar uma letra ou número. Basta deslizar a janela sobre o papel para o aluno localizar e reconhecer letra ou número. 

Fonte: SECRETARIA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Estratégias e orientações pedagógicas para a educação de crianças com necessidades educacionais especiais: dificuldades acentuadas de aprendizagem: deficiência física. [livro] Brasília:MEC;SEESP,2002, P. 69. 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Amanda Gurgel

Estatutos do Homem - Thiago de Mello

Os Estatutos do Homem (Acto Institucional Permanente)
Thiago de Mello, Santiago do Chile, Abril de 1964

Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade. Agora vale a vida e, de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.
Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro dasombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV
Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único:
O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino.
Artigo V
Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.
Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da
justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para
sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela. Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.
Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.
Artigo Final
Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A educação é um direito de todos e PARA TODOS

 Necessidades Educativas Especiais


A educação é um direito de todos e PARA TODOS; para isso a escola deve se adequar às necessidades educacionais de seu alunado. Portadores de Necessidades Educativas Especiais não são, somente, os portadores de deficiências como muitos ainda pensam... leia um trecho da Resolução que trata deste assunto:
RESOLUÇÃO CNE/CEB No. 02/2001 Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica
Art. 2º Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educando com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos.
Art. 5º Consideram-se educandos com necessidades educacionais especiais os que, durante o processo educacional, apresentarem:
I - dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares, compreendidas em dois grupos:
a) aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica;
b) aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências;
II – dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos, demandando a utilização de linguagens e códigos aplicáveis;
III - altas habilidades/superdotação, grande facilidade de aprendizagem que os leve a dominar
rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes.
Entre no site e saiba mais:


Fonte: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf








segunda-feira, 16 de maio de 2011

Cegueira não é o fim do mundo

Procure não encarar a cegueira como desgraça. Não sinta pena do deficiente visual; a Educação Especial e a reabilitação permitem superar muitas dificuldades.
Cegueira não "pega"
A cegueira é uma deficiência sensorial, não é uma doença. Você já viu alguém "pegar" surdez?
Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você
É de extrema indelicadeza chamar um deficiente visual de "cego", ou "ceguinho". Ninguém gosta de ser rotulado. Você gostaria de ser chamado de "gordo", ou de "baixinho"?
Cegos não são surdos
Se a pessoa com deficiência visual estiver acompanhada, não se limite a falar apenas com seu companheiro, para se comunicar com ela. Dirija-se diretamente a ela, identifique-se e faça um contato físico: toque ligeiramente seu braço ou seu ombro, mostrando que está se dirigindo a ela. Também não é o caso de falar aos berros.
O fato de ela não retribuir seu olhar não significa que não possa manter uma conversão normal.
Não há palavras "tabu"
Às vezes as pessoas evitam usar palavras como "ver", "olhar", "cegueira" etc. Quando conversam com pessoas com deficiência visual. Não há motivo para isso.
Os cegos não são "puros"
Os deficientes visuais não são criaturas puras, sem interesse pelas coisas deste mundo. Eles se interessam por tudo que interessa a você, desfrutando das coisas a seu modo.
Músicos extraordinários?
Não pense que todos os deficientes visuais têm dons artísticos, em particular musicais. Muitos são tão musicais quanto eu ou você: sabem tocar bem uma campainha!
O famoso "sexto sentido"
Não pense que os cegos têm um sexto sentido ou alguma outra compensação pela perda da visão. Eles apenas desenvolvem recursos latentes em todos nós. Você, com o mesmo treinamentos, será tão "extraordinário" quanto eles!
Nem todos são vendedores de vassouras
É preconceituoso achar que as pessoas com deficiência visual só podem desempenhar determinadas profissões. Atualmente, eles são analistas de sistemas, digitadores, operadores de telemarketing, psicólogos, montadores de peças etc., profissões que exigem escolaridade e treinamento equivalentes aos que se requer das demais pessoas.
Não fale com as mãos
Não gesticule nem aponte, pois isso não significa nada para o deficiente visual. Diga: "O cinzeiro está em sua frente"; "A cadeira está atrás de você ". Ao indicar direções, tome como referência a posição dele, e não a sua.
Tintim por tintim
Em ambientes desconhecidos, ou em situações novas, ofereça ao deficiente visual o maior número possível de informações, para que ele se oriente e se localize, sabendo o que está acontecendo. Evite que ele passe momentos de tensão e desconforto.
Adivinhe quem eu sou
O deficiente visual não precisa adivinhar quem está falando com ele; sua memória auditiva é boa, mas é impossível se lembrar de todas as vozes. Você também não se lembra do rosto de todos à quem foi apresentado. Identifique-se quando o encontrar e despeça-se dele quando sair.
Dê uma mãozinha
Se encontrar uma pessoa cega sozinha, pergunte se ela quer ajuda e qual é a "forma mais adequada". Mas, não se ofenda se seu oferecimento for recusado: nem sempre as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser executada melhor sem assistência.
Um lugar para cada coisa, cada coisa em seu lugar
Mantenha o caminho por onde passa um deficiente visual limpo e desimpedido: objetos fora de lugar podem causar acidentes.
Para que complicar, se pode simplificar?
Para mostrar onde está uma cadeira, basta colocar a mão do deficiente visual no encosto da mesma: ele vai saber onde ela está e vai se sentar sem problemas.
Não assuma o problema dele
Um deficiente visual não é de responsabilidade exclusivamente sua, mas de toda a sociedade. E acima de tudo, deve ser responsável por si mesmo. Não faça tudo por ele, como se fosse um bebê o um incapaz.
"Do prato à boca, Nem sempre se perde a sopa"
Não preciso dar comida na boca da pessoa com deficiência visual. Descreva os alimentos servidos, faça o prato para ela e explique onde está a comida no prato. Ela pode falhar algumas vezes, mas se arranjará sozinha.
Nos imprevistos, seja discreto
A pessoa cega pode não saber que há manchas, rasgos ou um pequeno desalinho em suas roupas ou sapatos. Avise-a, mas de modo discreto, evitando desencadear comentários maldosos.
Cego não é nômade
Se você encontrar um deficiente visual parado na calçada, não o puxe nem empurre, forçando-o atravessar a rua. Pergunte antes se ele quer.
Seja um guia eficiente
Nunca puxe ou empurre a pessoa deficiente visual. Ofereça seu braço; pelo movimento de seu corpo, ela vai perceber se você está virando à direita ou à esquerda etc.
"Antes só que mal acompanhado"
Não siga a pessoa com deficiência visual, pensando em evitar problemas. O cego, quando está sozinho, está alerta, com os outros sentidos aguçados; ele pode perceber sua presença e se irrita com isso, perdendo a concentração.
O cego não é deficiente físico
Em uma escada, coloque a mão dele sobre o corrimão, se houver. Caso contrário, dê o braço a ele ou algumas dicas a respeito da estrutura da escada.
Um usuário diferenciado
Não empurre o levante a pessoa com deficiência visual para entrar no ônibus. Coloque sua mão sobre a alça externa vertical e ela subirá sozinha. Dentro do ônibus, se ela pode preferir ficar de pé.
Não o deixe na mão
Quando você estiver no ponto do ônibus e chegar um deficiente visual pedindo para avisar quando sua condução chegar, não se esqueça de fazê-lo. Caso seu ônibus chegue antes, avise outras pessoas: se não houver mais ninguém, avise o portador de deficiência, pois ele confiou em você.
Dedos que valem ouro
Quando uma pessoa com deficiência visual for entrar ou sair de um carro, preste muita atenção antes de bater a porta, para não prender os dedos dela: eles são preciosos!
Não dê esmolas sem olhar a quem
Nem todos os cegos são pessoas carentes. Não ofenda: só dê dinheiro se a pessoa for tão pobre que precise pedir ajuda.
Melhor prevenir que remediar
Se você conhece pessoas com deficiência visual ou que tenham membros da família com essa deficiência e que estejam em idade reprodutiva, oriente-as para procurar um serviço de aconselhamento genético. Essa é a única forma de saber se há possibilidade de Ter filhos com essa deficiência.
"É de pequenino que se torce o pepino"
Se você conhece um bebê com problemas visuais, oriente a família para levá-lo a uma clínica ou escola especializada o mais cedo possível. Não se deve esperar que ele cresça para receber tratamento adequado. Quanto mais cedo for atendido, maiores chances terão de superar suas dificuldades.

Texto de Gisele Cristina

Pausa para o almoço na escola!

 A turma almoçando no intervalo do Parajergs
 A Nati com a Fátima.
 A Fátima louca para pegar uma vítima no xadrez.
 Brincar na cama elástica é uma delícia, até a prof. gosta.

PARAJERGS - Alvorada é a única cidade do Rio Grande do Sul que tem

 Na van voltando para o colégio, hora do almoço.


 Vanessa no Basquete
 Nossos alunos da Sala de Recursos e meus alunos no SEJA. Allan, Micaela e Paola
no fundo à direita estão Bruno, Gislaine e Raí.
 Corrida com cadeirantes

 Corrida na rua com nossos alunos. Eu corri com o Bruno, que quase me arrastou
 Nós juntamente com os profs de Educação Física e nossos atletas.


 Recebemos medalhas, muito bom!


 Outras escolas participantes com seus profs.
 A Vera, mãe da Nati.
 Andressa e Gi, na van voltando ao colégio.
Eu e o Alex, na van.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

TDAH


Crianças hiperativas costumam demonstrar baixo estima, pois por falta de atenção, não conseguem ter o mesmo rendimento das outras crianças.Seu temperamento pode ser muitas vezes atrevido e espivitado, nervoso e inquieto, mas como muitas crianças podem demonstrar este mesmo tipo de característica, somente o médico pediatra ou psicólogo infantil, poderá diagnosticar um caso de hiperatividade corretamente.Crianças hiperativas podem ser muito inteligentes, e demonstrar uma aprendizagem mais rápida que a maioria das crianças de sua idade, quando acompanhadas corretamente.
Os casos de hiperatividade infantil, só podem ser diagnosticados após os seis anos de idade. Após o diagnóstico de hiperatividade, os florais de Bach poderão auxiliar no tratamento dessas crianças, favorecendo determinadas inspirações necessárias nesta fase.

TDAH


Apesar do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) atingir até 6% da população, é ainda bastante desconhecido, inclusive por muitos profissionais da saúde, que acabam por tratar apenas das suas conseqüências.
A falta de diagnóstico e tratamento correto acarretam grandes prejuízos à vida profissional, social, pessoal e afetiva da pessoa portadora. Sem tratamento, outros distúrbios podem associar-se ao quadro, a auto-estima fica cada vez mais comprometida e a pessoa vai se isolando do mundo.
O indivíduo que tem TDAH pode ser inteligente, criativo e talentoso mas não consegue realizar todo seu potencial em função do transtorno.

O que é TDAH?

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Suas principais características são desatenção, impulsividade e hiperatividade.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Páscoa e o Coelhinho nos encontrou no banco!

Nossos alunos experimentando o piso tátil no banco local.



Toda a turma com o selo que o Banco HSBC ganhou como espaço de acessibilidade, juntamente com a gerente.

A prof a Fátima, a Ju (gerente do banco), eu e nossos alunos(Andressa, Vanessa e o Bruno).

Eu e a Vanessa, estávamos almoçando no restaurante.

terça-feira, 3 de maio de 2011