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Leila Moura

terça-feira, 24 de maio de 2011

Orgulho de ser educadora!

Em meios a tantas polêmicas sobre a valorização de profissionais na educação, recebemos a visita em nossa sala de recursos de um ex-aluno de EJA, sr. Irineu Honorato, que nos contava que está cursando o último ano no curso de direito. Este fato nos encanta e nos dá energia para acreditar que é este o caminho para enfrentar as adversidades. Somos mais que alguns fatos isolados negativos, fazemos parte da construção efetiva dos que sonham com um mundo melhor para si e para os seus. Somos semeadores de vida, de futuro. E não tem nenhuma pessoa realizada profissionalmente, que não tenha passado por nós professores. Tenho orgulho de ser uma educadora.

Tecnologias assistivas

Tecnologias e recursos materiais que podem ser utilizados 
Quando falamos em tecnologias e recursos que auxiliam a criança ou adolescente com deficiência na sala de aula, devemos lembrar que eles não são recursos que magicamente farão o aluno superar suas dificuldades. Qualquer que seja o auxílio pensado, sempre passa pela percepção que o professor tem sobre as dificuldades e possibilidades de seu aluno. O auxílio só faz sentido a partir desta relação. Por isso, dizemos que não há regras, existem sugestões para ajudar o professor a pensar em possibilidades, mas isto sempre será posterior a este primeiro contato e conhecimento prévio do professor em relação a criança ou adolescente. 
Os alunos com deficiências geralmente usam os mesmos recursos materiais que os demais alunos. Existem, no entanto, adaptações que podem ser necessárias para facilitar a realização de atividades para quem possui alguma limitação motora, sensorial ou cognitiva. Esses recursos são chamados de “ajudas técnicas” ou “tecnologias assistivas”. 
Infelizmente, esses recursos são caros para a maioria das pessoas com deficiência. É aí que entra a criatividade da professora que engrossa o lápis com fita adesiva para que o aluno possa segurá-lo melhor e, sem saber, também está fazendo tecnologia assistiva, por exemplo. 

Lembre-se que: • as adaptações devem auxiliar o aluno e o professor; 
• a necessidade de cada aluno com deficiência é única ; portanto, a família e ele mesmo devem participar da criação e da escolha dos recursos que podem ajudá-lo; 
• o recurso deve sempre ser reavaliado pelo aluno e pelo professor, para ter certeza de que está realmente sendo útil e como pode ser aprimorado ou substituído; 
• as adaptações também podem servir para facilitar o uso do banheiro, da cozinha ou do refeitório, do pátio, das quadras, dos parques, dos auditórios, das salas de aula e de informática, ou seja, todos os ambientes escolares freqüentados pelos alunos podem necessitar de adaptações. 
Muitas vezes, nós, professores — depois de algumas tentativas frustradas com o aluno com deficiência — acabamos concluindo, erroneamente, que a criança não tem condições de aprender. 
Nesses momentos, é bom lembrar que cada caso é um caso. Confie na sua criativi­dade, no seu bom senso e, principalmente, na opinião do aluno. Se não conseguir resolver a dificuldade, talvez seja interessante buscar a opinião de profissionais da área de reabilitação ou especializados em educação de crianças com deficiência. Pessoas com formações diversas podem abordar a dificuldade sob perspectivas diferentes, o que pode ser útil em situações mais complexas. 
Ao observar um aluno, não olhe apenas as dificuldades. É importante verificar as habilidades e as formas que ele usa para vencer desafios. Se achar que vale à pena mudar ou incrementar essas estratégias, converse com o aluno e, acima de tudo, respeite a opinião dele 

Como saber qual é o recurso que seu aluno precisa? 

Aqui vão algumas sugestões, baseadas na experiência de outros professores: • Observe o aluno durante as aulas, o intervalo, a hora da entrada e saída e demais atividades escolares. Preste atenção nas dificuldades e soluções que ele adota para lidar com suas limitações; 
• Converse com o aluno e pergunte se ele acha que precisa de outros recursos; 
• Avalie e defina com o aluno quais as atividades que podem ser facilitadas com uso de materiais pedagógicos adaptados ou tecnologias assistivas para as atividades da vida diária; 
• Converse com o aluno, sua família e colegas de sala para encontrar soluções. Converse com outros profissionais que também trabalham com o aluno; 
• Pesquise produtos disponíveis no mercado, materiais e objetos baratos que podem ajudar a desenvolver habilidades. Pense nas formas de construir este objeto; 
• Considere todas as opiniões, especialmente, as do aluno, e faça a escolha, considerando os recursos financeiros. Desenhe as propostas ou faça um modelo, se for possível; 
• Faça parcerias com a comunidade: faculdades, escolas SENAI, marcenarias, oficinas de costuras, metalúrgicas, que podem ajudar a desenvolver e construir o equipamento; 
• Em conjunto com o aluno, escolha o melhor processo de confecção do equipamento; 
• Incorpore o recurso às atividades escolares, observe e pergunte ao aluno sobre como se sente; 
• Verifique se o objeto cumpriu plenamente sua finalidade e se as condições do aluno mudam com o tempo, ou se é necessária alguma mudança. 

É importante relembrar que as tecnologias assistivas vão desde uma fita crepe colocada nos cantos do papel para que a folha não escorregue com os movimentos involuntários de um aluno com deficiência motora, a criação de um jogo da memória com desenhos feitos em relevo (com cola plástica, dentre outras alternativas) até um software adaptado para que os cegos possam ter acesso ao computador. Portanto, não se assuste professor! Uma boa dose de criatividade fará com que você encontre soluções simples para facilitar o aprendizado de seus alunos. 
Caso não disponha de nenhum recurso material, você pode pedir para que um outro aluno segure a folha para que a pessoa com deficiência motora possa fazer sua atividade. O importante é que, mesmo sem recursos, você encontre soluções para que seu aluno possa acompanhar as atividades da sala de aula. O que conta verdadeiramente é a sensibilidade do professor em relação ao aluno e a disponibilidade para encontrar soluções que o ajudem. 

Equipamentos que todos podem aprender a usar 

Recursos para Deficientes visuais: 
• Reglete (tipo de régua para se escrever em braile) - O papel fica preso entre essa régua e um pedaço de madeira. Com a punção (um pino com ponta de metal afiada) faz os buraquinhos que formarão as palavras em alto relevo do lado do avesso. A escrita é feita da direita para a esquerda e a leitura da esquerda para a direita; 
• Punção é o lápis - ou a caneta da pessoa cega; 
• Máquina braile - é a máquina de escrever usada pelas pessoas cegas. Possui nove teclas. Para digitar, basta fazer as combinações de pontos em relevo, pressionando as teclas; 
• Mapa tátil para ensinar geografia e informar sobre a localização de lugares para pessoas cegas. Pode ser feito recobrindo-se os mapas comuns com materiais com texturas diferentes ou com areia, argila, massinha etc.; 
• Lupas, lentes de aumento e réguas de leitura. 
• Soroban - é um instrumento de cálculo de origem oriental, formado por continhas de madeira ou de plástico enfiadas em arames. Ele é vantajoso como material de apoio ao ensino da matemática por ser um recurso tátil, de fácil manejo e de custo reduzido. Com ele o estudante aprende concretamente os fundamentos da matemática, as ordens decimais e seus respectivos valores, as quatro operações e mesmo cálculos mais complexo. 

Recursos para os Surdos 
Os surdos baseiam-se também nas pistas visuais. 
A utilização de recursos visuais adequados facilita a compreensão do que está sendo ensinado. Alguns desses recursos são: objetos, filmes, fitas de vídeo, fotos, gravuras de livros e revistas e desenhos etc A escrita e ainda o uso da língua de sinais, da mímica, da dramatização, de expressões faciais e corporais de gestos naturais e espontâneos ajudam a dar significado ao que está sendo estudado. 

A criança surda e a comunicação 
• Alguns pais preferem que seus filhos aprendam a falar, outros preferem que aprendam a Língua Brasileira de Sinais, chamada também de Libras. Há os que querem que seus filhos aprendam ambas as línguas; 
• Não devemos esquecer que a própria criança ou adolescente tem o direito de escolher qual o tipo de comunicação que prefere utilizar. Alguns sentem-se mais à vontade para se expressarem através da língua de sinais, e outros através da língua portuguesa. Isto deve ser respeitado; 
• Para que possa expressar seus desejos e suas necessidades, a criança surda deve aprender algum tipo de linguagem; 
• A escola precisa preparar a criança surda para a vida em sociedade, oferecendo-lhe condições para aprender um código de comunicação que permita sua participação na sociedade; 
• Jogos, desenhos, dramatizações, brincadeiras de faz-de-conta, histórias infantis ajudam a aquisição da linguagem e a aprendizagem de conceitos e regras de um código de comunicação. 

Recursos para deficiência motora 
A crianças com deficiência motora têm dificuldade para segurar o lápis e coordenar os movimentos podem ter maior independência com a utilização de algumas adaptações nos materiais escolares. 

Experimente: 
• Os lápis podem ter seu diâmetro engrossado por várias camadas de fita crepe, argila, espuma, massa do tipo epóxi ou outro material; 
• Evitar o uso de cadernos que são difíceis de fixar na mesa; prefira a folha solta de tamanho A4 ou papel manilha (papel de embrulho); 
• Prender o papel nos quatro can­tos com fita crepe larga e que suporte os movimentos de traça­do da criança; 
• Atividades preparadas pelo professor com traçado grosso feito com pincel atômico em tamanho grande para melhor visualização, per­cepção e entendimento da criança; 
• Traçados de desenhos, letras, números feitos na cor preta em papel branco; 
• Prancha elevatória para aproximar a folha, caderno, livro, etc e melhorar visualização e manipulação do aluno; 
• Para a criança na fase de construção da escrita, faça linhas com pincel atômico e espaço entre linhas de acordo com o tamanho da letra do aluno. O espaço entre as linhas pode ser diminuído gradativamente; 
• Para a criança com dificuldade de percepção espacial (não consegue encontrar determinada letra no meio de outras, perdendo-se e frustando-se), experimente isso: numa tira de cartolina ou papel cartão nas cores branca ou preta, faça um buraco retangular de tamanho suficiente para destacar uma letra ou número. Basta deslizar a janela sobre o papel para o aluno localizar e reconhecer letra ou número. 

Fonte: SECRETARIA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Estratégias e orientações pedagógicas para a educação de crianças com necessidades educacionais especiais: dificuldades acentuadas de aprendizagem: deficiência física. [livro] Brasília:MEC;SEESP,2002, P. 69. 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Amanda Gurgel

Estatutos do Homem - Thiago de Mello

Os Estatutos do Homem (Acto Institucional Permanente)
Thiago de Mello, Santiago do Chile, Abril de 1964

Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade. Agora vale a vida e, de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.
Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro dasombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV
Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único:
O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino.
Artigo V
Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.
Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da
justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para
sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela. Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.
Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.
Artigo Final
Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A educação é um direito de todos e PARA TODOS

 Necessidades Educativas Especiais


A educação é um direito de todos e PARA TODOS; para isso a escola deve se adequar às necessidades educacionais de seu alunado. Portadores de Necessidades Educativas Especiais não são, somente, os portadores de deficiências como muitos ainda pensam... leia um trecho da Resolução que trata deste assunto:
RESOLUÇÃO CNE/CEB No. 02/2001 Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica
Art. 2º Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educando com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos.
Art. 5º Consideram-se educandos com necessidades educacionais especiais os que, durante o processo educacional, apresentarem:
I - dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares, compreendidas em dois grupos:
a) aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica;
b) aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências;
II – dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos, demandando a utilização de linguagens e códigos aplicáveis;
III - altas habilidades/superdotação, grande facilidade de aprendizagem que os leve a dominar
rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes.
Entre no site e saiba mais:


Fonte: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf








segunda-feira, 16 de maio de 2011

Cegueira não é o fim do mundo

Procure não encarar a cegueira como desgraça. Não sinta pena do deficiente visual; a Educação Especial e a reabilitação permitem superar muitas dificuldades.
Cegueira não "pega"
A cegueira é uma deficiência sensorial, não é uma doença. Você já viu alguém "pegar" surdez?
Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você
É de extrema indelicadeza chamar um deficiente visual de "cego", ou "ceguinho". Ninguém gosta de ser rotulado. Você gostaria de ser chamado de "gordo", ou de "baixinho"?
Cegos não são surdos
Se a pessoa com deficiência visual estiver acompanhada, não se limite a falar apenas com seu companheiro, para se comunicar com ela. Dirija-se diretamente a ela, identifique-se e faça um contato físico: toque ligeiramente seu braço ou seu ombro, mostrando que está se dirigindo a ela. Também não é o caso de falar aos berros.
O fato de ela não retribuir seu olhar não significa que não possa manter uma conversão normal.
Não há palavras "tabu"
Às vezes as pessoas evitam usar palavras como "ver", "olhar", "cegueira" etc. Quando conversam com pessoas com deficiência visual. Não há motivo para isso.
Os cegos não são "puros"
Os deficientes visuais não são criaturas puras, sem interesse pelas coisas deste mundo. Eles se interessam por tudo que interessa a você, desfrutando das coisas a seu modo.
Músicos extraordinários?
Não pense que todos os deficientes visuais têm dons artísticos, em particular musicais. Muitos são tão musicais quanto eu ou você: sabem tocar bem uma campainha!
O famoso "sexto sentido"
Não pense que os cegos têm um sexto sentido ou alguma outra compensação pela perda da visão. Eles apenas desenvolvem recursos latentes em todos nós. Você, com o mesmo treinamentos, será tão "extraordinário" quanto eles!
Nem todos são vendedores de vassouras
É preconceituoso achar que as pessoas com deficiência visual só podem desempenhar determinadas profissões. Atualmente, eles são analistas de sistemas, digitadores, operadores de telemarketing, psicólogos, montadores de peças etc., profissões que exigem escolaridade e treinamento equivalentes aos que se requer das demais pessoas.
Não fale com as mãos
Não gesticule nem aponte, pois isso não significa nada para o deficiente visual. Diga: "O cinzeiro está em sua frente"; "A cadeira está atrás de você ". Ao indicar direções, tome como referência a posição dele, e não a sua.
Tintim por tintim
Em ambientes desconhecidos, ou em situações novas, ofereça ao deficiente visual o maior número possível de informações, para que ele se oriente e se localize, sabendo o que está acontecendo. Evite que ele passe momentos de tensão e desconforto.
Adivinhe quem eu sou
O deficiente visual não precisa adivinhar quem está falando com ele; sua memória auditiva é boa, mas é impossível se lembrar de todas as vozes. Você também não se lembra do rosto de todos à quem foi apresentado. Identifique-se quando o encontrar e despeça-se dele quando sair.
Dê uma mãozinha
Se encontrar uma pessoa cega sozinha, pergunte se ela quer ajuda e qual é a "forma mais adequada". Mas, não se ofenda se seu oferecimento for recusado: nem sempre as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser executada melhor sem assistência.
Um lugar para cada coisa, cada coisa em seu lugar
Mantenha o caminho por onde passa um deficiente visual limpo e desimpedido: objetos fora de lugar podem causar acidentes.
Para que complicar, se pode simplificar?
Para mostrar onde está uma cadeira, basta colocar a mão do deficiente visual no encosto da mesma: ele vai saber onde ela está e vai se sentar sem problemas.
Não assuma o problema dele
Um deficiente visual não é de responsabilidade exclusivamente sua, mas de toda a sociedade. E acima de tudo, deve ser responsável por si mesmo. Não faça tudo por ele, como se fosse um bebê o um incapaz.
"Do prato à boca, Nem sempre se perde a sopa"
Não preciso dar comida na boca da pessoa com deficiência visual. Descreva os alimentos servidos, faça o prato para ela e explique onde está a comida no prato. Ela pode falhar algumas vezes, mas se arranjará sozinha.
Nos imprevistos, seja discreto
A pessoa cega pode não saber que há manchas, rasgos ou um pequeno desalinho em suas roupas ou sapatos. Avise-a, mas de modo discreto, evitando desencadear comentários maldosos.
Cego não é nômade
Se você encontrar um deficiente visual parado na calçada, não o puxe nem empurre, forçando-o atravessar a rua. Pergunte antes se ele quer.
Seja um guia eficiente
Nunca puxe ou empurre a pessoa deficiente visual. Ofereça seu braço; pelo movimento de seu corpo, ela vai perceber se você está virando à direita ou à esquerda etc.
"Antes só que mal acompanhado"
Não siga a pessoa com deficiência visual, pensando em evitar problemas. O cego, quando está sozinho, está alerta, com os outros sentidos aguçados; ele pode perceber sua presença e se irrita com isso, perdendo a concentração.
O cego não é deficiente físico
Em uma escada, coloque a mão dele sobre o corrimão, se houver. Caso contrário, dê o braço a ele ou algumas dicas a respeito da estrutura da escada.
Um usuário diferenciado
Não empurre o levante a pessoa com deficiência visual para entrar no ônibus. Coloque sua mão sobre a alça externa vertical e ela subirá sozinha. Dentro do ônibus, se ela pode preferir ficar de pé.
Não o deixe na mão
Quando você estiver no ponto do ônibus e chegar um deficiente visual pedindo para avisar quando sua condução chegar, não se esqueça de fazê-lo. Caso seu ônibus chegue antes, avise outras pessoas: se não houver mais ninguém, avise o portador de deficiência, pois ele confiou em você.
Dedos que valem ouro
Quando uma pessoa com deficiência visual for entrar ou sair de um carro, preste muita atenção antes de bater a porta, para não prender os dedos dela: eles são preciosos!
Não dê esmolas sem olhar a quem
Nem todos os cegos são pessoas carentes. Não ofenda: só dê dinheiro se a pessoa for tão pobre que precise pedir ajuda.
Melhor prevenir que remediar
Se você conhece pessoas com deficiência visual ou que tenham membros da família com essa deficiência e que estejam em idade reprodutiva, oriente-as para procurar um serviço de aconselhamento genético. Essa é a única forma de saber se há possibilidade de Ter filhos com essa deficiência.
"É de pequenino que se torce o pepino"
Se você conhece um bebê com problemas visuais, oriente a família para levá-lo a uma clínica ou escola especializada o mais cedo possível. Não se deve esperar que ele cresça para receber tratamento adequado. Quanto mais cedo for atendido, maiores chances terão de superar suas dificuldades.

Texto de Gisele Cristina

Pausa para o almoço na escola!

 A turma almoçando no intervalo do Parajergs
 A Nati com a Fátima.
 A Fátima louca para pegar uma vítima no xadrez.
 Brincar na cama elástica é uma delícia, até a prof. gosta.

PARAJERGS - Alvorada é a única cidade do Rio Grande do Sul que tem

 Na van voltando para o colégio, hora do almoço.


 Vanessa no Basquete
 Nossos alunos da Sala de Recursos e meus alunos no SEJA. Allan, Micaela e Paola
no fundo à direita estão Bruno, Gislaine e Raí.
 Corrida com cadeirantes

 Corrida na rua com nossos alunos. Eu corri com o Bruno, que quase me arrastou
 Nós juntamente com os profs de Educação Física e nossos atletas.


 Recebemos medalhas, muito bom!


 Outras escolas participantes com seus profs.
 A Vera, mãe da Nati.
 Andressa e Gi, na van voltando ao colégio.
Eu e o Alex, na van.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

TDAH


Crianças hiperativas costumam demonstrar baixo estima, pois por falta de atenção, não conseguem ter o mesmo rendimento das outras crianças.Seu temperamento pode ser muitas vezes atrevido e espivitado, nervoso e inquieto, mas como muitas crianças podem demonstrar este mesmo tipo de característica, somente o médico pediatra ou psicólogo infantil, poderá diagnosticar um caso de hiperatividade corretamente.Crianças hiperativas podem ser muito inteligentes, e demonstrar uma aprendizagem mais rápida que a maioria das crianças de sua idade, quando acompanhadas corretamente.
Os casos de hiperatividade infantil, só podem ser diagnosticados após os seis anos de idade. Após o diagnóstico de hiperatividade, os florais de Bach poderão auxiliar no tratamento dessas crianças, favorecendo determinadas inspirações necessárias nesta fase.

TDAH


Apesar do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) atingir até 6% da população, é ainda bastante desconhecido, inclusive por muitos profissionais da saúde, que acabam por tratar apenas das suas conseqüências.
A falta de diagnóstico e tratamento correto acarretam grandes prejuízos à vida profissional, social, pessoal e afetiva da pessoa portadora. Sem tratamento, outros distúrbios podem associar-se ao quadro, a auto-estima fica cada vez mais comprometida e a pessoa vai se isolando do mundo.
O indivíduo que tem TDAH pode ser inteligente, criativo e talentoso mas não consegue realizar todo seu potencial em função do transtorno.

O que é TDAH?

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Suas principais características são desatenção, impulsividade e hiperatividade.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Páscoa e o Coelhinho nos encontrou no banco!

Nossos alunos experimentando o piso tátil no banco local.



Toda a turma com o selo que o Banco HSBC ganhou como espaço de acessibilidade, juntamente com a gerente.

A prof a Fátima, a Ju (gerente do banco), eu e nossos alunos(Andressa, Vanessa e o Bruno).

Eu e a Vanessa, estávamos almoçando no restaurante.

terça-feira, 3 de maio de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

ALFABETIZAÇÃO


11 maneiras de ajudar na alfabetização do seu filho

Contar histórias, deixar bilhetinhos na geladeira, fazer lista de compras em voz alta - essas são apenas algumas situações que tornam o espaço de convivência da criança mais... alfabetizador! E isso é fundamental para o aprendizado

Texto de

Juliana Bernardino

Elementos do dia-a-dia, como receitas culinárias e contos infantis, também ajudam na alfabetização de uma criança.

Você sabia que os pais também podem ajudar na alfabetização de seus filhos? Isso mesmo! Mas não se preocupe, pois não se trata de ter de ensinar formalmente a criança a ler e a escrever, função esta do professor. Você pode, isso sim, tornar o ambiente de convivência da criança repleto de atos de leitura e escrita, de forma a inseri-la desde cedo no mundo das letras. Em suma, deixar o ambiente doméstico mais alfabetizador. “Isso acontece quando, por exemplo, a mãe deixa bilhetinhos na porta da geladeira, apontando a finalidade do ato para a criança: ‘vamos deixar esse recadinho para o papai avisando-o que iremos nos atrasar para o jantar’. Ou quando, antes de começar um novo jogo (de tabuleiro, por exemplo), ela propõe ao filho que eles leiam as regras juntos”, exemplifica a educadora Cida Sarraf, que leciona no curso de pedagogia do Centro Universitário Salesiano e da Faculdade Mozarteum, ambos em São Paulo.

Maria Claudia Sondahl Rebellato, assessora pedagógica na produção de material didático em Curitiba-PR, acredita que, quando a criança é inserida nessas atividades rotineiras, ela acaba percebendo a função real da escrita e da leitura, e como elas são importantes para a nossa vida. E, dada sua curiosidade nata, ela vai querer participar cada vez mais e buscar o conhecimento dos pais.

A criança que cresce em constante contato com a leitura e a escrita acaba se apropriando da língua escrita de maneira mais autoral e adquirindo experiências que vão fazer a diferença na hora de ela aprender a ler e a escrever efetivamente. “Isso explica o fato de, numa mesma sala de 1º ano, professores se depararem com algumas crianças praticamente alfabetizadas e outras que sequer entendem a função do bilhetinho na porta da geladeira ou que a linguagem escrita se relaciona com a oral, porque viveram experiências muito discrepantes em casa”, argumenta Cida Sarraf.