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Leila Moura

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Síndrome X Frágil(SXF)




A Síndrome X Frágil (SXF), também conhecida como Síndrome Martin-Bell, é uma doença genética considerada a causa mais comum de retardo mental herdado, com uma incidência estimada em 1/4000 homens e 1/6000 mulheres.
Essa síndrome ocorre em virtude de uma mutação no gene FMR1 (Fragile Mental Retardation 1), localizado no cromossomo X. Os homens afetados por essa síndrome a apresentam em grau moderado; enquanto as mulheres a apresentam em grau leve, podendo ter o funcionamento mental normal.
A Síndrome X Frágil é mais frequente no homem, talvez porque ele possua apenas um cromossomo X. Portanto, sendo esse X defeituoso, não haverá outro X sadio para compensar, como ocorre na mulher, que tem dois cromossomos X.
As pessoas afetadas por essa síndrome apresentam algumas características físicas que podem se tornar mais evidentes após a puberdade, são elas:
  • Face alongada;
  • Orelhas grandes e em abano;
  • Mandíbula proeminente;
  • Testículos aumentados (macrorquidia).
Alguns indivíduos podem apresentar ainda algumas características, como:
  • Hipotonia muscular;
  • Comprometimento do tecido conjuntivo;
  • Pés planos;
  • Palato alto;
  • Prolapso da válvula mitral;
  • Prega palmar única;
  • Estrabismo;
  • Escoliose;
  • Calosidade nas mãos (decorrente do hábito de morder as mãos);
A característica mais significativa de uma pessoa afetada por essa síndrome é o atraso no desenvolvimento, mas é importante lembrar que os graus de deficiência das crianças portadoras da Síndrome X Frágil são muito variados. Os indivíduos portadores dessa síndrome podem apresentar algumas características cognitivas, como:
  • Excelente memória;
  • Bom vocabulário;
  • Habilidade para leitura;
  • Facilidade na identificação de sinais gráficos e logotipos;
  • Uso de jargões e frases de efeito;
  • Seguem instruções ao “pé da letra”;
  • Fala repetitiva;
  • Podem dar importância a aspectos irrelevantes;
  • Ecolalia (repetição de fonemas).
O dessa síndrome é feito através de exame citogenético (cariótipo). É importante lembrar que se for diagnosticada a Síndrome X Frágil, os outros membros da família também deverão se submeter ao exame.
O da Síndrome X Frágil consiste em terapias especiais e estratégias de ensino que ajudam as pessoas afetadas por essa síndrome a aumentarem o seu desempenho. Uma equipe multidisciplinar composta por fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, neurologistas, e outros profissionais, tanto da saúde como da educação, devem fazer o acompanhamento do indivíduo acometido por essa síndrome.

Por Paula Louredo
Graduada em Biologia

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Como o aluno aprende segundo Izquierdo, ainda é uma incógnita para os professores

Para o pesquisador, docentes devem conhecer princípios básicos da neurociência.
Nascido em Buenos Aires, em 1937, Iván Izquierdo veio para o Brasil em 1973 e, posteriormente, em 1978, fixou residência em Porto Alegre, onde vive até hoje. O médico, pós-doutor pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, é um dos pesquisadores brasileiros mais reconhecidos e premiados em todo o mundo e uma autoridade quando o assunto é biologia cerebral, principalmente nos estudos da memória e do aprendizado, temas com o qual trabalha desde os 19 anos. Em entrevista ao Jornal do Comércio, o coordenador do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) fala, entre outras coisas, sobre a importância dos conhecimentos de neurociência no ensino, a necessidade de o professor saber como o aluno aprende e o papel das emoções no aprendizado.
Jornal do Comércio - O que se sabe hoje a respeito de como o cérebro aprende?
Ivan Izquierdo - Sabe-se muita coisa. Temos avançado bastante no conhecimento sobre como aprender, como formar memória e evocar memória. Essas são três coisas que hoje conhecemos bem. Conhecemos os mecanismos, tanto em termos de quais lugares do cérebro participam, quanto de quais processos bioquímicos intervêm em cada um desses lugares.
JC - O ensino nas escolas brasileiras é muito calcado no uso da memória. Essa é a melhor forma de fazer com que alguém realmente aprenda algo?
Izquierdo - Já não é tanto assim. Os construtivistas acabaram com isso. O que é muito ruim, porque era útil. Há algumas coisas que só podem ser adquiridas decorando-as. Tudo o que aprendemos é por meio da memória, mas há formas e formas. As tabuadas de multiplicação, por exemplo. Não há forma alguma de aprender isso por meio de raciocínio. Tem de ler e repetir até que se guarde. O mesmo vale para poesias e letras de música. Para essas coisas, é necessário decorar. Não há outra forma. Então, não é ruim decorar. Para muitas coisas serve e é imprescindível, já para outras, não é tão prático ou útil.
JC - Como a neurociência pode ser usada por educadores para aprimorar o aprendizado dos alunos?
Izquierdo - Já ajudou e ajuda. Os brasileiros estão começando a se dar conta de que isso é importante. Os educadores estão começando a aprender um pouco de neurociência. Estão se dando conta de que há horas e idades em que o cérebro pode aprender e outras em que não pode, pois não amadureceu o suficiente. É uma questão de ensinar para cada um o que corresponde com a sua idade e com o seu conhecimento prévio.
JC - Os professores ensinam sem saber como o aluno aprende?
Izquierdo - Sem saber absolutamente nada de como o aluno aprende. Creio que seja um dos últimos países do mundo onde acontece isso. Se não entendermos como alguém aprende, não vamos poder ensinar. Isso é simples. Por isso que o ensino anda tão mal no Brasil. Porque se ensinam coisas para alunos que não conseguem aprender. Porque, ou se ensina no momento errado da vida dele ou no momento errado da escolaridade. O aprendizado é vagaroso, leva anos. Todas as coisas têm seu tempo e seu momento. E isso depende do aprendizado prévio e da idade da pessoa. Do grau de maturação, que não é influído só pela idade, mas também pelo meio.
JC - O que o professor deveria saber sobre neurociência para poder ensinar melhor?
Izquierdo - Por exemplo, saber que existe um cérebro, como ele funciona basicamente, coisa que a maioria dos professores não sabe. É o cérebro dos alunos que vai aprender, e isso os professores nem pensam, porque não acham que seja assim. Acham que se aprende com ele falando e o outro ouvindo. Quem aprende é o cérebro e o faz de muitas maneiras ao mesmo tempo, e isso o professor tem de saber. Saber o que é aprendizado, o que é memória, onde ela se faz, como se faz. Uma vez que aprenda isso, terá muito mais facilidade em ensinar.
JC - Não usar isso é um atraso?
Izquierdo - É um atraso horripilante. Somos o 88º país no ranking mundial de educação e o 7º no ranking da economia. Sem dúvida que muito passa por isso.
JC - As crianças e os jovens fazem muito uso de ferramentas advindas das novas tecnologias da comunicação e da informação, como a internet. Isso pode alterar o processo de cognição?
Izquierdo - As novas tecnologias alteram muito o processo de cognição. Facilitam enormemente, porque poupam trabalho ao cérebro. O cérebro não tem de aprender e memorizar uma série de coisas, porque isso está no Google, ou em um programa, ou se obtém da internet de alguma maneira.
JC - O que leva uma pessoa a esquecer de algo que aprendeu em determinado momento da vida? É o desuso ou é a forma como aprendeu?
Izquierdo - O desuso pode levar a atrofia dos neurônios que fizeram aquela memória. Ele faz com que as sinapses desapareçam. O uso, por sua vez, estimula as sinapses. A forma como aprendeu também (pode afetar). Temos de pensar que perdemos a maioria das coisas que aprendemos. A terceira palavra de minha frase anterior, por exemplo. Eu não lembro mais, você não lembra mais. Ambos usamos esta palavra, você para entender o que eu estava dizendo e eu para dizer o que queria. Muitos pedaços de informação se perdem. Duram só alguns segundos, ou milissegundos. Isso se chama memória de trabalho e tem essa sina de morrer logo depois que nasce. E graças a Deus que é assim. Imagina se lembrássemos daquela terceira palavra, estaríamos continuamente repetindo-a, e ela nos prejudicaria a entender o resto.
JC - O que influencia para que essas partes fiquem na memória?
Izquierdo - São aquelas que nosso cérebro acha, com base nas suas experiências, que são importantes. A nossa vontade pouco tem a ver. O cérebro faz isso automaticamente. O mais importante para o cérebro é a sobrevivência e, para isso, a coisa que ele mais lembra são as memórias ruins. Memórias de coisas boas são bonitas. Mas, se esquecermos de olhar para a esquerda quando atravessamos uma rua, seremos atropelados. Essas coisas aprendemos desde cedo e são as mais importantes.
JC - O ensino em sala de aula tende a ser promovido de uma forma racional, com as emoções sendo deixadas de lado. Qual a importância das emoções no processo de aprendizado?
Izquierdo - As emoções se incorporam à memória e ajudam a memória. As memórias que melhor lembramos são as mais emocionantes. São aquelas acompanhadas do que se convencionou chamar de alerta emocional. Por exemplo: com quem a pessoa estava no momento que ficou sabendo que um ente querido morreu. Isso você não esquece nunca. Do dia anterior a isso ou da semana posterior, todo mundo esquece.
JC - Os últimos estudos na área da neurociência, de aprendizado e cognição, têm avançado em qual direção?
Izquierdo - Em todas. A participação das emoções, que substâncias regulam isso, quais os lugares do cérebro regulam isso. Em todas as direções ao mesmo tempo. Lamentavelmente, não temos avançado muito no tratamento de doenças da memória. Por exemplo, a terrível doença de Alzheimer. Estamos sabendo mais coisas sobre como se produz, a que se deve, e, com isso, aprendendo como tratá-la melhor, mas ainda é uma doença que faz estragos.
JC - O cérebro ainda apresenta muitos mistérios a serem desvendados?
Izquierdo - Muitíssimos. Às vezes, me dá a impressão de que cada dia apresenta mais. Trabalha-se e trabalha-se e parece que se está caminhando no mesmo lugar. Aparecem coisas novas. Na medida em que se vão descobrindo novidades, essas descobertas trazem coisas novas, realidades novas.
Fonte: Jornal do Comércio

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Como o cérebro organiza tudo o que vemos!



Tradução de alguns trechos da pesquisa

Os nossos olhos podem ser a nossa janela para o mundo, mas como dar sentido às milhares de imagens que inundam nossas retinas a cada dia? Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, descobriram que o cérebro coloca em ordem todas as categorias de objetos e ações que vemos. Eles criaram o primeiro mapa interativo de como o cérebro organiza estes agrupamentos.
Os resultados foram obtidos por meio de modelos computacionais de dados de imagem cerebral coletados enquanto os sujeitos assistiram horas de clipes de filmes - é o que os pesquisadores chamam de "um espaço contínuo semântico."
Algumas relações entre as categorias faz sentido (humanos e animais compartilham a mesma "vizinhança semântica"), enquanto outros (corredores e baldes) são menos óbvios. Os pesquisadores descobriram que pessoas diferentes partem de um esquema semelhante de semântica. 
"Nossos métodos abrem uma porta que vai levar rapidamente a uma compreensão mais completa e detalhada de como o cérebro está organizado”, diz Alexander Huth, estudante de doutorado em neurociência na Universidade de Berkeley e principal autor do estudo publicado (quarta-feira, 19 de dezembro) na revista Neuron.  

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Braille- A importância da leitura e escrita em Braille!


A IMPORTÂNCIA DA LEITURA E ESCRITA EM BRAILLE NA VIDA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL

Francy Barroso Belém
Aristonildo C. Araújo Nascimento

Resumo

O Braille é um sistema de leitura e escrita, voltado para pessoas cegas e de baixa-visão. Este sistema utiliza-se da sensibilidade tátil, percepção e demais sentidos para que a pessoa possa utilizá-lo. A leitura e escrita em Braille quando são bem trabalhadas, orientadas e estimuladas pelo professor, através de um material didático adaptado, possibilitam aos educandos cegos, uma ampliação de conhecimentos dos mais simples aos mais complexos. A ausência do Braille dificulta a acessibilidade da pessoa cega ao conhecimento, informação e socialização. Estas dificuldades podem estar sinalizadas pela escassez de um material didático adaptado, capacitação insuficiente de profissionais e falta de políticas que viabilizem o acesso ao conhecimento destas pessoas. O objetivo deste artigo é destacar a importância da leitura e escrita em Braille na vida da pessoa com deficiência visual, bem como suas reais dificuldades apresentadas em seu proc
 esso ensino-aprendizagem. Este artigo foi embasado em literatura bibliográfica acerca da temática, como parte do projeto de pesquisa a ser desenvolvido no curso de Mestrado em Educação do PPGE-Ufam. A relevância se dá pela importância de mais conhecimentos aos profissionais e comunidade interessada sobre o Braille e para a vida das pessoas deficientes visuais a fim de promoção da inclusão social e educacional.

Palavras-Chave: Leitura e Escrita em Braille; Deficiência Visual; Conhecimento.
Introdução
      
      Hoje estamos diante de uma profusão de teorias sobre inclusão. Diante dessa diversidade, podemos enfatizar a inclusão de pessoas com deficiência visual na rede regular de ensino e o apoio educacional especializado, que visa o atendimento específico dessas pessoas. Dentre esses alunados específicos, o educando com deficiência visual em especial tem a seu alcance ferramentas que podem auxiliar a construir seu aprendizado. 
       A nova fase da educação que tem gerado debates e inúmeras discussões quanto à aceitação por parte dos profissionais da escola, de formação e capacitação de professores, recursos materiais exigidos, atendimento especializado e o mais importante, a aceitação por parte da escola na inclusão destes alunos, situação que não está sendo fácil para o deficiente, principalmente do aluno cego que não tem disponibilizado recursos como os livros em Braille, essencial para seu aprendizado e sua inserção a informação.
      Observando as questões sobre leitura e escrita Braille para o deficiente visual, revendo as dificuldades encontradas e destacadas por alunos e alunas, professores e familiares, resolvemos pesquisar e analisar este tema, sua origem, falta da sua aquisição na vida do cego. Portanto, o artigo tem o objetivo de destacar a importância da leitura e escrita Braille e abordar as reais dificuldades enfrentadas no processo ensino-aprendizagem para o deficiente visual.
      O processo de alfabetização através da leitura e escrita Braille
      A exclusão social e educacional vem no percurso histórico, desconsiderando a pessoa com deficiência. Vamos, portanto, analisar a situação. A partir de 1948, a ONU realizou uma convenção com a participação de seus países membros e o resultado foi a Declaração dos Direitos Humanos em que o Brasil como país membro, comprometeu-se a mudar sua política educacional e iniciar um processo de inclusão das pessoas com deficiência.
      Os anos se passaram, veio a Constituição Federal de 1988, Convenção da Guatemala em 1991, a Declaração de Salamanca em 1994, a nova LDB de 1996 e as legislações atuais. Ora, desde a Declaração dos Direitos Humanos, já se passaram 61 anos e pouca coisa mudou.
      As pessoas cegas, surdas, mentais e as demais pessoas deficientes continuam segregadas, os recursos limitados e parcos investimentos. Professores mal remunerados, descompromissados, cansados e raivosos. Não se sentem em condição de ter em suas salas de aula 45 alunos considerados normais, mas um ou dois deficientes, um cego e um surdo como exemplo. Isto sem incluir o deficiente mental severo, o altista, o paralisado cerebral.
      Como alfabetizar uma pessoa cega, sem recursos, sem interesse, sem cobranças, pois alfabetizar uma pessoa cega exige-se ferramentas complementares fundamentais como o Braille.  
      Neste contexto, um programa de alfabetização que, realmente esteja compromissado com as necessidades de um aluno com deficiência visual precisa primar por objetivos e conteúdos que possam levar este aluno a um desempenho que os possibilite exercer sua cidadania e que as construa nas dentro das atividades de ler e escrever socialmente.
      Beyer (2006, p. 9) destaca que, neste sentido a deficiência não é uma metonímia do ser, um jogo falacioso de lógico e, o todo não é e não deve ser definida por uma das suas partes. Não há pessoa deficiente, todas são iguais, cujos atributos são: não ouvir, não ver, não andar e assim por diante.
      O deficiente visual desde seu nascimento até a etapa escolar apresenta as limitações inerentes a sua condição e, portanto, pode apresentar atraso em seu desenvolvimento requerendo por isso, uma atenção específica.
      Suas descobertas e construções mentais irão depender da forma como será estimulado, levado a conhecer o mundo que o rodeia. Eis o desafio do alfabetizador: estimular, orientar, conduzir para autonomia, dar oportunidades, favorecendo o crescimento global da criança.
      Porém, a inclusão das pessoas cegas tem trazido momentos de angústia para alfabetizandos e alfabetizadores. 
      Sá (2006, p. 14), destaca que está sendo um período de desafios e de descobertas imprevisíveis, tanto nos aspectos negativos quanto nos positivos. Por tais razões, é preciso que os professores que desejam dedicar-se a esse campo educacional tenham o preparo que se exige, para que os resultados obtidos sejam, na realidade, os mais proveitosos.
      Independentemente da postura pedagógica adotada, o alfabetizador de crianças cegas deve compreender que elas podem necessitar de mais tempo para adquirir habilidades sensórias- motoras simbólicas e pré-operatórias. 
      Dias (2008, p. 1 apud Almeida) sobre o processo de aprendizagem de uma criança portadora de deficiência visual, enfatiza sobre a importância de procedimentos e recursos especializados. Para que seu crescimento global se efetive, verdadeiramente, faz-se necessário que lhe sejam oferecidas muitas oportunidades de experiências, e inúmeras habilidades devem ser trabalhadas. Isto significa que uma criança cega deve ser educada sob a orientação de vários meios e exercícios de condicionamento. Este enfoque, antigo e superado, deve ser mudado.
      De maneira inversa a da criança vidente que incorpora, assistematicamente, hábitos de escrita e de leitura desde muito cedo, a criança cega demora muito tempo a entrar no universo do ler e escrever. O Sistema Braille não faz parte do dia-a-dia, como um objeto socialmente estabelecido. Somente os cegos se utilizam dele. As descobertas das propriedades e funções da escrita tornam-se impraticáveis para ela. Dias (2008, p. 6 apud ALMEIDA).
      A acessibilidade e cidadania, as atividades escolares e de vida diária das pessoas cegas podem ser facilitadas pelo uso de equipamentos e outros recursos indispensáveis para o desenvolvimento de suas habilidades. 
      Para Sá (2006, p. 16), as máquinas de escrever em Braille, os gravadores, os livros sonoros, os ledores, os computadores com linha Braille ou softwares com síntese de voz, leitores de tela e ampliadores e os auxílios ópticos são alternativas mais recorrentes. A autora enfatiza que o Sistema Braille é um recurso fundamental e complementa a aprendizagem e, portanto, imprescindíveis nas escolas inclusivas e nas salas de recurso que atendem alunos cegos.
       Nesse contexto, a criança cega é um ser inteiro, dona dos seus pensamentos, e construtora, ainda que em condições peculiares, do seu próprio conhecimento. Vê-la como um produto de treinamentos repetitivos conduz a distorções. Portanto, o Braille amplia as probabilidades de sucesso na alfabetização de crianças cegas.
     

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Valores na educação!


CONTOS DE FADAS: ajudam a criança a elaborar melhor os sentimentos negativos tão comuns na primeira infância, como o medo, a frustração, o abandono, a rejeição, entre outros. Por meio das histórias também podemos trabalhar o conceito de finitude, pois tudo na vida tem um começo, meio e fim. As crianças precisam saber que as pessoas não são como os personagens dos desenhos ou jogos eletrônicos, que nunca morrem. Diante de tanta tecnologia, nunca os contos foram tão importantes e necessários na vida da criança como hoje.

TDAH -Cristal, A Fadinha Desatenta


Cristal, A Fadinha Desatenta
Um excelente livro de histórias sobre TDAH para crianças.
WWW.tdah.org.br

Escrita Braille -Legislação em Braille na Feira do Livro


Na tarde desta segunda-feira (29/10), a Editora do Senado Federal, em parceria com a Câmara dos Deputados entregaram importantes documentos legais em Braille para entidades gaúchas. 
Conforme Florian Madruga, Diretor Executivo da Secretaria Especial de Editoração e Publicações do Senado Federal, “é uma forma de contribuirmos para o acesso a comunicação e a inclusão social”.
Estavam presentes no ato, representantes do Coepede, Projeto Rumo Norte, Acelb e Acergs. Para o presidente do Coepede, Roberto Oliveira, que também representou o Projeto Rumo Norte, “iniciativas como estas fortalecem o protagonismo e combatem a invisibilidade provocada pela falta de acessibilidade” Também prestigiaram o evento membros das Escolas de Contas do RS e AM.
Publicações Entregues as entidades:
- Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
- Estatuto da Igualdade Racial
- O Senado Federal
- Conselho aos Governantes
- Código do Consumidor
- Lei de Diretrizes e Bases da Educação
- Calendário
- Pessoa com Deficiência Visual – Guia Legal
- Convenção da ONU Livro
Dia Nacional do Livro
Instituído pela Lei nº 5.191, de 13 de dezembro de 1966, o dia 29 de outubro foi escolhido para ser o Dia Nacional do Livro por ser a data oficial da fundação da Biblioteca Nacional. Inicialmente chamada Real Biblioteca no Brasil, ela começou com um acervo de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, moedas, medalhas, etc. trazidos de Portugal com a vinda da família real portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808. A Biblioteca Nacional é a maior biblioteca da América Latina, sendo considerada pela Unesco uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo.
 Brasil, ela começou com um acervo de 60 mil peças, entre livros, 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Inclusão - trabalhando valores com contos de fada


ERA UMA VEZ UM CONTO DE FADAS INCLUSIVO - PINÓQUIO DAS MULETINHAS


  Pinóquio é um boneco de madeira que caminha com a ajuda de duas muletinhas. Só que para se tornar um menino de verdade, ele precisa demonstrar que possui um bom e valoroso coração.


Inclusão Funcional com o Conto "O Pequeno Polegar"


ERA UMA VEZ UM CONTO DE FADAS INCLUSIVO - O PEQUENO POLEGAR QUE NÃO CONSEGUIA CAMINHAR


 Polegar é um menino que não consegue caminhar.
 Ao ser abandonado na floresta, ele decide tomar conta 

dos seus irmãos e protegê-los do Ogro Malvado.





ERA UMA VEZ UM CONTO DE FADAS INCLUSIVO - CÓCEGAS NA FLORESTA - JOÃO E MARIA






João e Maria são gêmeos que não escutam.      No dia em que encontram uma casinha de doces no meio da floresta, eles são aprisionados por uma velha bruxa e precisam usar a língua de sinais para planejar uma fuga.



domingo, 28 de outubro de 2012

Inclusão em "Era uma vez"!


ERA UMA VEZ UM CONTO DE FADAS INCLUSIVO -

O SEGREDO DE RAPUNZEL


  A bela Rapunzel vive trancada numa torre até o dia em
 que um valente príncipe por ela se apaixona. Porém, o
príncipe não sabe que ela guarda um grande segredo.

Inclusão lúdica utilizando conto de fadas


ERA UMA VEZ UM CONTO DE FADAS INCLUSIVO - CÓCEGAS NA FLORESTA - JOÃO E MARIA

    João e Maria são gêmeos que não escutam. No dia em 
que encontram uma casinha de doces no meio da floresta, 
eles são aprisionados por uma velha bruxa e precisam 
usar a língua de sinais para planejar uma fuga.

INCLUSÃO NOS CONTO DE FADAS - A BELA AMOLECIDA

Ótima oportunidade dos professores que atuam em séries iniciais poderem iniciar unidades temáticas, já abordando o assunto de forma transversal e lúdica.


 No dia do batizado da princesa Ângela, uma malvada feiticeira lança sobre a menina uma poderosa maldição. Para tentar libertar a moça do feitiço, surge um valente príncipe que vem tocando uma potente cadeira de rodas.




CONTO DE FADAS INCLUSIVO - ALADOWN E A LÂMPADA MARAVILHOSA




  O jovem Aladown é um valente rapaz que tem Síndrome de Down. Um dia, ele encontra uma lâmpada mágica e passa a contar com a ajuda de um poderoso gênio para viver grandes aventuras.


Inclusão nos contos de fada!















    Alice é uma menina autista que vai parar no País da Inclusão, 
um lugar onde todos possuem livre acesso e onde o preconceito 
a pessoas com deficiência não tem vez.
    FONTE:http://www.imaginancia.com.br

quarta-feira, 24 de outubro de 2012


Acessibilidade na web é para cegos?

Sim, mas não exclusivamente para pessoas com essa deficiência, ou mesmo para pessoas que tenham alguma deficiência.
Em geral, restringimo-nos à nossa experiência pessoal, ou mesmo à nossa imaginação, ao pensarmos a dificuldade do outro. Assim, para entendermos o modo de uso da Internet por algumas pessoas, devemos lembrar que existem muitos usuários que atuam em contexto muito diferente do comum, como é o caso dos que não têm a capacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, que tenham grandes dificuldades, quando não mesmo a impossibilidade, de interpretar determinados tipos de informação, não serem capazes de utilizar teclado ou mouse, que necessitam tecnologias assistivas específicas associadas e necessárias à navegação, como navegadores completamente diferentes dos habituais, por voz ou que apenas apresentem texto.
Por outro lado, algumas tecnologias hoje consideradas comuns, como os telefones celulares, palmtops, navegadores de páginas que não sejam iguais ao mais comum, o Internet Explorer, mas que podem oferecer opções de navegação diferenciadas, as várias resoluções de tela, como a 800 x 600, 1024 x 768, 1280 x 1024, 1440 x 900, 1680 x 1050 etc, podem também não funcionar adequadamente caso determinados padrões de codificação não sejam realizados e, assim, atrapalharem a visualização oferecidas pelos navegadores.
Usuários com acesso discado ou mesmo com banda larga pouco velozes, estão cada dia mais impedidos de uma navegação tranqüila e execução de aplicativos que exijam maior velocidade.
Dessa forma, acessibilidade na web não é só para pessoas com deficiência visual, ou qualquer outro tipo de deficiência, mas para um número de pessoas cada vez maior, tanto quanto se expandam as diferentes formas de utilização e acesso à web.

Existe legislação a respeito do assunto?

No Brasil, o decreto nº. 5296/2004 Site Externo., regulamentador da lei de acessibilidade nº 10098, em seu capítulo VI, dedicou 14 artigos ao Acesso à Informação e Comunicação das pessoas com deficiência. Tornou obrigatória a acessibilidade na Internet, porém, apenas para às pessoas com deficiência visual (não contemplando as pessoas com mobilidade motora reduzida e com deficiência auditiva) e somente a portais do governo.
Percebe-se assim, a existência do mito de que acessibilidade web seja apenas para pessoas com deficiência visual, chegando a ponto de, erroneamente, legalizar-se tal idéia.
Entretanto, recentemente o Brasil assinou a "Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência" Site Externo. na ONU e o Congresso Nacional ratificou, com quórum qualificado, que esta Convenção se tornasse lei brasileira com status constitucional, desde julho de 2008.
A acessibilidade na internet foi contemplada nos artigos 9 e 21 da Convenção, tornando obrigatória e crime de discriminação qualquer informação na internet não acessível para qualquer tipo de deficiência e a qualquer categoria de portal ou site, de empresa privada ou governamental, acabando assim com as restrições anteriores do decreto.

Sites acessíveis são necessariamente feios, sem cores e imagens?

A ideia de que sites acessíveis seriam feitos para pessoas com deficiência visual, especialmente as cegas, acabou por fazer acreditar que os sites acessíveis tivessem de ser feitos somente de texto. Em determinada época, inúmeros sites, inclusive de instituições de/para cegos, chegaram a disponibilizar versões somente texto para deficientes visuais e versões gráficas para as demais pessoas.
Essa prática incorre em dois erros principais:
  1. Como a acessibilidade para pessoas com deficiência visual, por tornar a navegação por via do teclado plenamente possível, é compatível para pessoas que não conseguem utilizar mouse na navegação, como usuárias de notebooks, paralisadas cerebrais e tetraplégicas, com pouca destreza manual para mouses, mas suficiente para a navegação via teclado, acabavam tendo de desfrutar de uma versão de site completamente sem atrativos, inadequada visualmente para elas;
  2. quando o desenvolvedor da página tinha de atualizar informações, em geral, só o fazia na versão gráfica, ficando a versão texto quase sempre desatualizada. Quando fazia a atualização nas duas versões, ficava com trabalho dobrado.
Sendo assim, uma versão acessível e comum a todos é a mais prática e recomendável de ser realizada, incorrendo na inclusão digital de todas as pessoas no mesmo espaço e com as mesmas informações.
Para isso, não é necessário que esse espaço não tenha imagens, cores de qualquer natureza e uma estética desagradável. Existem formas de tornar acessíveis as imagens criando-se seus equivalentes textuais, para que pessoas com deficiência visual possam conhecer seu conteúdo e função no contexto da página, e pessoas sem essa deficiência estejam em um espaço agradável e atraente para seus olhos.

O que é um leitor de tela? Um sintetizador de voz?
E um Display Braille? Como funcionam?

O leitor de tela é um programa que interpreta os conteúdos do código e os apresenta através de um sintetizador de voz ou impresso em Braille. Ele, em verdade, não lê a tela, mas o código por trás dela, interpretando os elementos e atributos sequencialmente conforme sua leitura, de cima para baixo e da esquerda para a direita.
Essa leitura do código transforma-se em linguagem inteligível para o ouvinte, não só lendo o que seja realmente o texto, como descrevendo os elementos existentes na página, como imagens, links, formulários, tabelas etc. Quando ele passa por um link que contém uma imagem, ele descreve: "link" e "gráfico". Se no elemento de imagem houver o atributo ALT, ele complementa a narração dos elementos com o conteúdo textual que estiver dentro do atributo. Assim, se passarmos por um link com imagem, onde a imagem tenha escrito "Quem Somos" e houver o atributo ALT com o mesmo texto, ele disponibilizará: "gráfico", "link" "Quem Somos" audivelmente ou em Braille, por exemplo. Temos de observar que ele falará, em verdade, o conteúdo do atributo ALT e não o desenhado na imagem e que, para quem vê parece ser texto. Todo texto em imagem não é um texto real, mas desenhado, como poderia ser qualquer outro desenho.
Os leitores de tela não são em Braille ou possuem som. Eles somente carregam em uma área temporária sua interpretação do código. Fica a cargo dos sintetizadores de voz ou displays Braille que essa interpretação se torne audível ou tátil.

Existe acessibilidade especial para leitores de tela?

Alguns cuidados devem ser tomados para que os leitores de tela se tornem cada vez mais capazes de transmitir a mensagem corretamente. Os sintetizadores de voz são a voz do leitor de tela, e a maioria deles identifica a pontuação através de pausas, de silêncios na "voz", por alguns deles quase imperceptíveis. Assim um ponto tem um tempo de silêncio até que se leia a próxima palavra, um tempo menor para a vírgula e tempos mais fracionados ainda para dois pontos e ponto e vírgula. A exclamação e a interrogação têm sonoridades semelhantes ao que representam, tanto quanto a reticências. A tecnologia anda tão avançada nesse aspecto, que alguns sintetizadores reproduzem fantasticamente a voz humana.
Assim, verificar a pontuação, a gramática e utilizar um corretor ortográfico são medidas importantes, pois os sintetizadores de voz reproduzem exatamente o que um leitor de tela lê. Dessa forma, um texto mal escrito ortograficamente, com abreviaturas do tipo qdo (quando), palavras acentuadas de forma incorreta, erros gramaticais como palavras no singular quando deveriam estar no plural e coisas do gênero, podem deixar um usuário sem entender o texto, ou tendo de parar a leitura corrente para voltar a trechos não entendidos pelos quais acabou de passar.
A utilização de equivalentes textuais para as imagens também é fundamental para que o leitor, em sua passagem, possa transmitir a importância do significado da imagem no contexto em que se encontra.
Um dos cuidados mais fundamentais para a acessibilidade de um conteúdo web é o desenvolvimento do código desse conteúdo dentro dos padrões web (web standards), tanto apresentando um código semântico, quanto separando-o em camadas de conteúdo, apresentação e comportamento. O trabalho só pode estar completo quando o código estiver validado, tanto o de (X)HTML, quanto o de CSS e scripts, sendo estes não obstrutivos. Os códigos strict têm contemplado, em sua validação, alguns itens de acessibilidade, como por exemplo a presença obrigatória do atributo ALT no elemento IMG, existência de elementos e atributos obsoletos, etc.
É necessário notar que um leitor de tela utilizado em navegadores gráficos, tem a função não somente de fazer a leitura dos conteúdos puramente textuais existentes em uma página web, mas também de descrever a estrutura dessa página. Sendo assim, ao passar por um elemento e por seus elementos e
ele fará a leitura para seu usuário como "tabela com tantas colunas e tantas linhas", além de que, em alguns deles, pressionando-se a tecla "t" pode-se chegar diretamente no início dessa tabela. Se um layout de página for feito por tabelas, prejudicará sensivelmente a navegação de um usuário dessa e outras tecnologias assistivas, pois ele, ao se utilizar da teclagem rápida alcançará inúmeros trechos dessa página que não são tabelas como se fossem, além de ficar escutando a todo momento "tabela com tantas colunas e tantas linhas", sem isso estar existindo visualmente.
Outros inúmeros erros semânticos são usuais, como a utilização do elemento

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, onde o tamanho da fonte pode ser definido e o negrito é padrão, utilizados no meio de textos ou mesmo em links, para destaques e não para cabeçalhos propriamente ditos. Ao se teclar a letra h em navegadores gráficos alguns leitores de tela se aproveitam dessa semântica para fazerem saltos de cabeçalho em cabeçalho dentro da mesma página. Pode ser cabeçalho de um menu, de uma combobox e de um artigo separado em inúmeros subtítulos. No entanto, se não for utilizado corretamente, o usuário que tem isso como uma forma acessível de navegação rápida, acabará saltando para lugares que não são cabeçalhos onde esse elemento foi utilizado de forma inadequada. Essa apresentação deve ser feita em folhas de estilo. Por isso a importância de um código semântico, onde cada elemento é utilizado para o fim a que foi criado.
Da mesma forma, a separação entre camadas deixa o código mais "enxuto" para que o leitor de tela (que lê códigos e não telas), possa ler sem ter ele mesmo que fazer essa separação na hora da leitura, agilizando e simplificando sua tarefa.
Outros cuidados de acessibilidade devem ser tomados mas, em sua maioria, não são específicos para a deficiência visual, nem para os leitores de tela necessários para maioria das pessoas que a possui.

O que a acessibilidade web tem a ver com visão estratégica de mercado?

A acessibilidade no desenvolvimento de sites é hoje uma ferramenta de mercado que aumenta potencialmente o público que pode chegar até o produto disponível, seja mercadoria ou informação. Não é uma concessão, um ato de boa vontade para com usuários com necessidades específicas: é uma visão estratégica. Imagine o site de um supermercado, uma loja ou de um banco construídos sem a acessibilidade adequada: uma pessoa com deficiência visual ou com qualquer tipo de dificuldade motora - potenciais clientes - estarão automaticamente excluídos. E o que dizer dos sites de serviços públicos?
Nesse caso, provavelmente, os excluídos se sentirão também menos cidadãos. A imagem que tais sites deixarão para tais pessoas, multiplicadoras de opinião através de suas famílias e de si mesmas, certamente não será positiva.
Por outro lado, as empresas que não percebem tais pessoas como potenciais consumidoras, não percebem também as pessoas que não possuem deficiência como possíveis usuárias de tecnologias diferentes das mais comuns. Notebooks, celulares e programas de navegação alternativos ao Internet Explorer, como o Firefox, Opera, Safari e outros, muitas vezes ficam inaptos para a apresentação de suas páginas, perdendo assim potenciais clientes apenas por não se darem conta de tais possibilidades.

Como fazer e testar acessibilidade na web?

Existem diretrizes brasileiras e internacionais de acessibilidade web que orientam o desenvolvimento de páginas acessíveis. A primeira delas foi a que é, até hoje, a mais utilizada e completa de todas, feita pelo consórcio que padroniza e atualiza os padrões de codificação como HTML, XHTML, CSS e outros, o chamado W3C World Wide Web Consortium que, em 1999, publicou o documento de Diretrizes de Acessibilidade do Conteúdo da Web 1.0 Site Externo. (original em inglês (Web Content Accessibility Guidelines 1.0 Site Externo.), o WCAG 1.0.
A partir desse documento, inúmeros países, até hoje, têm se baseado para fazerem diretrizes explicitamente baseadas nele, como as"Diretrizes Irlandesas de Acessibilidade Web", a Section 508 Site Externo em inglês. e outras.
Recentemente o W3C publicou uma nova versão, a WCAG 2.0 Site Externo. e Joe Clark um dos participantes da confecção do WCAG 1.0, em busca de atualizar esse documento publicou o WCAG Samurai Site Externo., que está sendo muito considerado entre os profissionais criadores de conteúdos web acessíveis, mas que, no entanto, apesar de possuir muita consistência e acertos, não é um documento completo em si mesmo, mas apenas complementar ao WCAG 1.0.
A orientação básica utilizada para se desenvolver páginas acessíveis ainda é o WCAG 1.0, mesmo porque, o WCAG Samurai é apenas uma errata a essas diretrizes. Entretanto, acredito que, com o tempo, o W3C continuará, pelo respeito internacional que ainda possui pelos desenvolvedores web, mesmo questionado, orientando a produção web acessível e através do WCAG 2.0.
Acessibilidade na web é sempre feita dentro dos códigos dos padrões web. Assim, acessibilidade na web começa por se construir com um código dentro desses padrões (web standards), ou seja, com esse código válido e testado em avaliadores automáticos e dentro de uma metodologia definida, como por exemplo, a da própria W3C (Métodos e Ferramentas de Acessibilidade). Além disso, para que estejamos realmente respeitando as web standards, esse código deve ser semântico e estar separado em camadas: conteúdo, apresentação e comportamento.
Entre os itens da metodologia do W3C está o de se navegar pelas páginas com um leitor de tela de um navegador somente texto e um leitor de tela em um navegador gráfico. Outro item da metodologia é a avaliação da página por pessoas com deficiência. Embora esses sejam dois itens de 11 ao todo, alguns desenvolvedores teimam em achar que, se uma pessoa com deficiência visual navegar por sua página e disser que está boa, que a página está acessível. Isso pode ser verdade para apenas o leitor de tela que aquela pessoa cega utiliza, existindo vários no mercado, em qualidade e para ambientes diferentes. Além disso, temos de ter sempre em mente que acessibilidade web não é feita somente para pessoas com deficiência visual, mas dentro de padrões que servem não somente para outras deficiências como para todas as pessoas, com ou sem deficiência, e que um leitor de tela determinado pode não detectar em sua maior parte.

O que o Google tem a ver com isso?

O buscador Google indexa as páginas da web segundo alguns critérios próprios, entre os quais estão os de acessibilidade do site. Temos de levar em conta que a indexação é feita por palavras chave e que essas palavras são captadas textualmente. Dessa forma, uma imagem sem descrição não entra em sua busca por imagens, frames não são indexados se não pelas metatags da página de configuração, a frameset, e o Google só penetra nas páginas frameadas caso sejam linkadas através do noframes. Como o noframes faz parte da acessibilidade feita em frames no WCAG 1.0, somente com eles e os links do site em seu bojo, que o site se torna visível para os robots de busca. A errata do Samurai 1.0 bane os frames, retirando-os do desenvolvimento acessível de sites. Como os leitores de tela só lêem textos e os robots de busca também, fazendo-se acessibilidade no código de sites, dentro dos padrões web, estamos fazendo também acessibilidade para robots de indexação como o Google. Pode-se dizer, sem erro, que o Google é o maior leitor de tela, na verdade, tal como os leitores de tela, o maior leitor de códigos que existe.

Sim, mas não exclusivamente para pessoas com essa deficiência, ou mesmo para pessoas que tenham alguma deficiência.

Em geral, restringimos à nossa experiência pessoal, ou mesmo à nossa imaginação, ao pensarmos a dificuldade do outro. Assim, para entendermos o modo de uso da Internet por algumas pessoas, devemos lembrar que existem muitos usuários que atuam em contexto muito diferente do comum, como é o caso dos que não têm a capacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, que tenham grandes dificuldades, quando não mesmo a impossibilidade, de interpretar determinados tipos de informação, não serem capazes de utilizar teclado ou mouse, que necessitam tecnologias assistivas específicas associadas e necessárias à navegação, como navegadores completamente diferentes dos habituais, por voz ou que apenas apresentem texto.
Por outro lado, algumas tecnologias hoje consideradas comuns, como os telefones celulares, palmtops, navegadores de páginas que não sejam iguais ao mais comum, o Internet Explorer, mas que podem oferecer opções de navegação diferenciadas, as várias resoluções de tela, como a 800 x 600, 1024 x 768, 1280 x 1024, 1440 x 900, 1680 x 1050 etc, podem também não funcionar adequadamente caso determinados padrões de codificação não sejam realizados e, assim, atrapalharem a visualização oferecidas pelos navegadores.
Usuários com acesso discado ou mesmo com banda larga pouco velozes, estão cada dia mais impedidos de uma navegação tranquila e execução de aplicativos que exijam maior velocidade.
Dessa forma, acessibilidade na web não é só para pessoas com deficiência visual, ou qualquer outro tipo de deficiência, mas para um número de pessoas cada vez maior, tanto quanto se expandam as diferentes formas de utilização e acesso à web.

Existe legislação a respeito do assunto?

No Brasil, o decreto nº. 5296/2004 Site Externo., regulamentador da lei de acessibilidade nº 10098, em seu capítulo VI, dedicou 14 artigos ao Acesso à Informação e Comunicação das pessoas com deficiência. Tornou obrigatória a acessibilidade na Internet, porém, apenas para às pessoas com deficiência visual (não contemplando as pessoas com mobilidade motora reduzida e com deficiência auditiva) e somente a portais do governo.
Percebe-se assim, a existência do mito de que acessibilidade web seja apenas para pessoas com deficiência visual, chegando a ponto de, erroneamente, legalizar-se tal ideia.
Entretanto, recentemente o Brasil assinou a "Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência" Site Externo. na ONU e o Congresso Nacional ratificou, com quórum qualificado, que esta Convenção se tornasse lei brasileira com status constitucional, desde julho de 2008.
A acessibilidade na internet foi contemplada nos artigos 9 e 21 da Convenção, tornando obrigatória e crime de discriminação qualquer informação na internet não acessível para qualquer tipo de deficiência e a qualquer categoria de portal ou site, de empresa privada ou governamental, acabando assim com as restrições anteriores do decreto.

Sites acessíveis são necessariamente feios, sem cores e imagens?

A ideia de que sites acessíveis seriam feitos para pessoas com deficiência visual, especialmente as cegas, acabou por fazer acreditar que os sites acessíveis tivessem de ser feitos somente de texto. Em determinada época, inúmeros sites, inclusive de instituições de/para cegos, chegaram a disponibilizar versões somente texto para deficientes visuais e versões gráficas para as demais pessoas.
Essa prática incorre em dois erros principais:
  1. Como a acessibilidade para pessoas com deficiência visual, por tornar a navegação por via do teclado plenamente possível, é compatível para pessoas que não conseguem utilizar mouse na navegação, como usuárias de notebooks, paralisadas cerebrais e tetraplégicas, com pouca destreza manual para mouses, mas suficiente para a navegação via teclado, acabavam tendo de desfrutar de uma versão de site completamente sem atrativos, inadequada visualmente para elas;
  2. quando o desenvolvedor da página tinha de atualizar informações, em geral, só o fazia na versão gráfica, ficando a versão texto quase sempre desatualizada. Quando fazia a atualização nas duas versões, ficava com trabalho dobrado.
Sendo assim, uma versão acessível e comum a todos é a mais prática e recomendável de ser realizada, incorrendo na inclusão digital de todas as pessoas no mesmo espaço e com as mesmas informações.
Para isso, não é necessário que esse espaço não tenha imagens, cores de qualquer natureza e uma estética desagradável. Existem formas de tornar acessíveis as imagens criando-se seus equivalentes textuais, para que pessoas com deficiência visual possam conhecer seu conteúdo e função no contexto da página, e pessoas sem essa deficiência estejam em um espaço agradável e atraente para seus olhos.

O que é um leitor de tela? Um sintetizador de voz?
E um Display Braille? Como funcionam?

O leitor de tela é um programa que interpreta os conteúdos do código e os apresenta através de um sintetizador de voz ou impresso em Braille. Ele, em verdade, não lê a tela, mas o código por trás dela, interpretando os elementos e atributos sequencialmente conforme sua leitura, de cima para baixo e da esquerda para a direita.
Essa leitura do código transforma-se em linguagem inteligível para o ouvinte, não só lendo o que seja realmente o texto, como descrevendo os elementos existentes na página, como imagens, links, formulários, tabelas etc. Quando ele passa por um link que contém uma imagem, ele descreve: "link" e "gráfico". Se no elemento de imagem houver o atributo ALT, ele complementa a narração dos elementos com o conteúdo textual que estiver dentro do atributo. Assim, se passarmos por um link com imagem, onde a imagem tenha escrito "Quem Somos" e houver o atributo ALT com o mesmo texto, ele disponibilizará: "gráfico", "link" "Quem Somos" audivelmente ou em Braille, por exemplo. Temos de observar que ele falará, em verdade, o conteúdo do atributo ALT e não o desenhado na imagem e que, para quem vê parece ser texto. Todo texto em imagem não é um texto real, mas desenhado, como poderia ser qualquer outro desenho.
Os leitores de tela não são em Braille ou possuem som. Eles somente carregam em uma área temporária sua interpretação do código. Fica a cargo dos sintetizadores de voz ou displays Braille que essa interpretação se torne audível ou tátil.

Existe acessibilidade especial para leitores de tela?

Alguns cuidados devem ser tomados para que os leitores de tela se tornem cada vez mais capazes de transmitir a mensagem corretamente. Os sintetizadores de voz são a voz do leitor de tela, e a maioria deles identifica a pontuação através de pausas, de silêncios na "voz", por alguns deles quase imperceptíveis. Assim um ponto tem um tempo de silêncio até que se leia a próxima palavra, um tempo menor para a vírgula e tempos mais fracionados ainda para dois pontos e ponto e vírgula. A exclamação e a interrogação têm sonoridades semelhantes ao que representam, tanto quanto a reticências. A tecnologia anda tão avançada nesse aspecto, que alguns sintetizadores reproduzem fantasticamente a voz humana.

Assim, verificar a pontuação, a gramática e utilizar um corretor ortográfico são medidas importantes, pois os sintetizadores de voz reproduzem exatamente o que um leitor de tela lê. Dessa forma, um texto mal escrito ortograficamente, com abreviaturas do tipo qdo (quando), palavras acentuadas de forma incorreta, erros gramaticais como palavras no singular quando deveriam estar no plural e coisas do gênero, podem deixar um usuário sem entender o texto, ou tendo de parar a leitura corrente para voltar a trechos não entendidos pelos quais acabou de passar.
A utilização de equivalentes textuais para as imagens também é fundamental para que o leitor, em sua passagem, possa transmitir a importância do significado da imagem no contexto em que se encontra.
Um dos cuidados mais fundamentais para a acessibilidade de um conteúdo web é o desenvolvimento do código desse conteúdo dentro dos padrões web (web standards), tanto apresentando um código semântico, quanto separando-o em camadas de conteúdo, apresentação e comportamento. O trabalho só pode estar completo quando o código estiver validado, tanto o de (X)HTML, quanto o de CSS e scripts, sendo estes não obstrutivos. Os códigos strict têm contemplado, em sua validação, alguns itens de acessibilidade, como por exemplo a presença obrigatória do atributo ALT no elemento IMG, existência de elementos e atributos obsoletos, etc.
É necessário notar que um leitor de tela utilizado em navegadores gráficos, tem a função não somente de fazer a leitura dos conteúdos puramente textuais existentes em uma página web, mas também de descrever a estrutura dessa página. Sendo assim, ao passar por um elemento e por seus elementos e
ele fará a leitura para seu usuário como "tabela com tantas colunas e tantas linhas", além de que, em alguns deles, pressionando-se a tecla "t" pode-se chegar diretamente no início dessa tabela. Se um layout de página for feito por tabelas, prejudicará sensivelmente a navegação de um usuário dessa e outras tecnologias assistivas, pois ele, ao se utilizar da teclagem rápida alcançará inúmeros trechos dessa página que não são tabelas como se fossem, além de ficar escutando a todo momento "tabela com tantas colunas e tantas linhas", sem isso estar existindo visualmente.
Outros inúmeros erros semânticos são usuais, como a utilização do elemento

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, onde o tamanho da fonte pode ser definido e o negrito é padrão, utilizados no meio de textos ou mesmo em links, para destaques e não para cabeçalhos propriamente ditos. Ao se teclar a letra h em navegadores gráficos alguns leitores de tela se aproveitam dessa semântica para fazerem saltos de cabeçalho em cabeçalho dentro da mesma página. Pode ser cabeçalho de um menu, de uma combobox e de um artigo separado em inúmeros subtítulos. No entanto, se não for utilizado corretamente, o usuário que tem isso como uma forma acessível de navegação rápida, acabará saltando para lugares que não são cabeçalhos onde esse elemento foi utilizado de forma inadequada. Essa apresentação deve ser feita em folhas de estilo. Por isso a importância de um código semântico, onde cada elemento é utilizado para o fim a que foi criado.
Da mesma forma, a separação entre camadas deixa o código mais "enxuto" para que o leitor de tela (que lê códigos e não telas), possa ler sem ter ele mesmo que fazer essa separação na hora da leitura, agilizando e simplificando sua tarefa.
Outros cuidados de acessibilidade devem ser tomados mas, em sua maioria, não são específicos para a deficiência visual, nem para os leitores de tela necessários para maioria das pessoas que a possui.

O que a acessibilidade web tem a ver com visão estratégica de mercado?

A acessibilidade no desenvolvimento de sites é hoje uma ferramenta de mercado que aumenta potencialmente o público que pode chegar até o produto disponível, seja mercadoria ou informação. Não é uma concessão, um ato de boa vontade para com usuários com necessidades específicas: é uma visão estratégica. Imagine o site de um supermercado, uma loja ou de um banco construídos sem a acessibilidade adequada: uma pessoa com deficiência visual ou com qualquer tipo de dificuldade motora - potenciais clientes - estarão automaticamente excluídos. E o que dizer dos sites de serviços públicos?
Nesse caso, provavelmente, os excluídos se sentirão também menos cidadãos. A imagem que tais sites deixarão para tais pessoas, multiplicadoras de opinião através de suas famílias e de si mesmas, certamente não será positiva.
Por outro lado, as empresas que não percebem tais pessoas como potenciais consumidoras, não percebem também as pessoas que não possuem deficiência como possíveis usuárias de tecnologias diferentes das mais comuns. Notebooks, celulares e programas de navegação alternativos ao Internet Explorer, como o Firefox, Opera, Safari e outros, muitas vezes ficam inaptos para a apresentação de suas páginas, perdendo assim potenciais clientes apenas por não se darem conta de tais possibilidades.

Como fazer e testar acessibilidade na web?

Existem diretrizes brasileiras e internacionais de acessibilidade web que orientam o desenvolvimento de páginas acessíveis. A primeira delas foi a que é, até hoje, a mais utilizada e completa de todas, feita pelo consórcio que padroniza e atualiza os padrões de codificação como HTML, XHTML, CSS e outros, o chamado W3C World Wide Web Consortium que, em 1999, publicou o documento de Diretrizes de Acessibilidade do Conteúdo da Web 1.0 Site Externo. (original em inglês (Web Content Accessibility Guidelines 1.0 Site Externo.), o WCAG 1.0.
A partir desse documento, inúmeros países, até hoje, têm se baseado para fazerem diretrizes explicitamente baseadas nele, como as"Diretrizes Irlandesas de Acessibilidade Web", a Section 508 Site Externo em inglês. e outras.
Recentemente o W3C publicou uma nova versão, a WCAG 2.0 Site Externo. e Joe Clark um dos participantes da confecção do WCAG 1.0, em busca de atualizar esse documento publicou o WCAG Samurai Site Externo., que está sendo muito considerado entre os profissionais criadores de conteúdos web acessíveis, mas que, no entanto, apesar de possuir muita consistência e acertos, não é um documento completo em si mesmo, mas apenas complementar ao WCAG 1.0.
A orientação básica utilizada para se desenvolver páginas acessíveis ainda é o WCAG 1.0, mesmo porque, o WCAG Samurai é apenas uma errata a essas diretrizes. Entretanto, acredito que, com o tempo, o W3C continuará, pelo respeito internacional que ainda possui pelos desenvolvedores web, mesmo questionado, orientando a produção web acessível e através do WCAG 2.0.
Acessibilidade na web é sempre feita dentro dos códigos dos padrões web. Assim, acessibilidade na web começa por se construir com um código dentro desses padrões (web standards), ou seja, com esse código válido e testado em avaliadores automáticos e dentro de uma metodologia definida, como por exemplo, a da própria W3C (Métodos e Ferramentas de Acessibilidade). Além disso, para que estejamos realmente respeitando as web standards, esse código deve ser semântico e estar separado em camadas: conteúdo, apresentação e comportamento.
Entre os itens da metodologia do W3C está o de se navegar pelas páginas com um leitor de tela de um navegador somente texto e um leitor de tela em um navegador gráfico. Outro item da metodologia é a avaliação da página por pessoas com deficiência. Embora esses sejam dois itens de 11 ao todo, alguns desenvolvedores teimam em achar que, se uma pessoa com deficiência visual navegar por sua página e disser que está boa, que a página está acessível. Isso pode ser verdade para apenas o leitor de tela que aquela pessoa cega utiliza, existindo vários no mercado, em qualidade e para ambientes diferentes. Além disso, temos de ter sempre em mente que acessibilidade web não é feita somente para pessoas com deficiência visual, mas dentro de padrões que servem não somente para outras deficiências como para todas as pessoas, com ou sem deficiência, e que um leitor de tela determinado pode não detectar em sua maior parte.

O que o Google tem a ver com isso?

O buscador Google indexa as páginas da web segundo alguns critérios próprios, entre os quais estão os de acessibilidade do site. Temos de levar em conta que a indexação é feita por palavras chave e que essas palavras são captadas textualmente. Dessa forma, uma imagem sem descrição não entra em sua busca por imagens, frames não são indexados se não pelas metatags da página de configuração, a frameset, e o Google só penetra nas páginas frameadas caso sejam linkadas através do noframes. Como o noframes faz parte da acessibilidade feita em frames no WCAG 1.0, somente com eles e os links do site em seu bojo, que o site se torna visível para os robots de busca. A errata do Samurai 1.0 bane os frames, retirando-os do desenvolvimento acessível de sites. Como os leitores de tela só lêem textos e os robots de busca também, fazendo-se acessibilidade no código de sites, dentro dos padrões web, estamos fazendo também acessibilidade para robots de indexação como o Google. Pode-se dizer, sem erro, que o Google é o maior leitor de tela, na verdade, tal como os leitores de tela, o maior leitor de códigos que existe.